Democracia e condições de trabalho na pauta da sucessão

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Democracia e condições de trabalho são os eixos que devem orientar a expectativa dos técnicos-administrativos em relação ao processo sucessório na UFRJ. A escolha do reitor ou reitora por meio de consulta à comunidade universitária agora em abril é um dos temas que serão abordados na assembleia de quarta-feira 20

A turbulência política na qual o país está mergulhado impõe importância sem precedentes ao processo sucessório e a seus desdobramentos. A UFRJ é a maior universidade federal do país (em tamanho e excelência), o que dimensiona o seu peso político.

Por essa razão, as atenções se voltam para as relações do governo com a instituição. O que acontecer aqui servirá como referência para a linha de ação de Brasília com as Ifes. Indaga-se se um governo bolsonarista, que cultiva preconceitos em relação às universidades, irá respeitar o resultado do colégio eleitoral, conforme a lei.

Força política

A compreensão desse quadro impõe a defesa da democracia como compromisso dos candidatos ao comando da universidade. Quanto mais democrática a instituição, maior sua força política para se contrapor a um governo autoritário e sem compromisso com a universidade pública.

A democracia é uma das prioridades que a direção do Sintufrj propõe ao debate. Nesse sentido, os mecanismos de participação orgânica dos técnicos-administrativos nas decisões da universidade devem ser meta definida pelo comando da próxima gestão.

É incontestável que a essencialidade da atuação dos milhares de técnicos põe o segmento como sujeito ativo na constituição da UFRJ. Mas essa importância não encontra nas regras de representação nos colegiados, nas congregações e nos conselhos de centro a sua correspondência.

Por aqui alguns procedimentos são arcaicos e elitistas. Para se ter uma ideia, muitos técnicos não recebem o reconhecimento institucional pela sua produção intelectual e participação em projetos ou em funções de coordenação.

Técnico-administrativo é vetado por regimento ou estatutos obsoletos de participar de processos eleitorais, como, por exemplo, o que envolve a eleição para a direção do HUCFF.

Em alguns conselhos ou congregações, nossa representação é simbólica, sem direito a voto. Convive-se aqui com rituais remotos e segregacionistas que fragilizam o ímpeto de uma instituição cujo êxito exige envolvimento dos segmentos que a compõem.

Dia a dia

A outra pauta crucial para o debate neste momento em que a UFRJ discute o seu futuro são as condições de trabalho. As adversidades cotidianas que este jornal tem registrado no curso de suas edições são outra preocupação central. O dia a dia em laboratórios, bibliotecas, secretarias, salas de aula em ambientes inadequados e insalubres é um fato nos campi da universidade. As consequências são nefastas para o desempenho profissional e a saúde do trabalhador. Deve-se exigir do novo estafe que assumirá o comando da universidade a partir de junho uma política que responda a demandas tão vitais.

 

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