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Marielle: atos pelo Brasil e pelo mundo cobram respostas sobre o assassinato da vereadora

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Bandeirão estendido nos Arcos da Lapa cobra respostas. Foto: Clarice Lissovsky

 

Atos de rua realizados por todo o país marcaram o aniversário do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Brutalmente executada em pleno exercício do mandato, Marielle tornou-se um símbolo da luta por justiça social, direitos humanos e contra todas as formas de opressão.

Os atos foram embalados pela notícia da prisão de dois suspeitos do crime, os ex-PMs Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, acusados de integrar o grupo de extermínio “Escritório do Crime”. Embora as investigações tenham finalmente apontado os suspeitos de autoria do crime, permanece no ar uma pergunta fundamental: quem mandou matar Marielle?

Ato em Berlim em memória da vereadora. Foto: Christian Russau.

 

A prisão dos suspeitos causou impacto também por, mais uma vez, mostrar pontos de contato entre o presidente Bolsonaro e as milícias. O grupo “Escritório do Crime” é chefiado pelo ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, atualmente foragido da justiça. A mãe e a esposa de Adriano trabalhavam como assessoras do gabinete de Flávio Bolsonaro, senador eleito pelo RJ e filho do presidente, quando Flávio exercia o mandato de deputado estadual. Para aumentar as sinistras coincidências, Ronnie Lacerda é vizinho de Jair Bolsonaro em um condomínio na Barra da Tijuca.

A luta por justiça para Marielle e Anderson tornou-se um marco da resistência em um país que carrega o triste recorde de ser campeão mundial de assassinatos de defensores de direitos humanos. O seu legado é um combustível fundamental para manter acesa a chama do sonho por um mundo mais justo.

Missa para Marielle Franco na Paróquia São Luís Gonzaga em São Paulo. Foto: Amanda Fogaça.
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