Assembleia orienta a luta e elege delegados à plenária da Fasubra

Categoria definiu eixos de organização da resistência frente aos ataques do novo governo

NOVA DINÂMICA. O esforço diante da conjuntura trouxe novo ritmo à assembleia de quinta-feira

Com o entendimento de que o momento político é muito difícil para os servidores e que os ataques às instituições públicas, à autonomia universitária e à democracia iniciadas no governo do golpista Temer se aprofundarão na gestão de Jair Bolsonaro, a assembleia do Sintufrj, na quinta-feira, 29, sinalizou que a categoria na UFRJ está consciente de que a realidade nos impõe uma nova postura, se quisermos organizar uma resistência para valer.

 

Os novos tempos foram inaugurados com a assembleia referendando chapa única para a constituição da delegação que irá representar a categoria  na plenária nacional da Fasubra nos dias 7, 8 e 9 de dezembro. Também prevaleceu a conscientização de que as assembleias devem ser mais objetivas, sem discussões fora de contexto.

 

Mobilização

A assembleia indicou  adesão à mobilização nacional orientada pela Fasubra, nos dias 4 e 5 de dezembro, envolvendo todos os segmentos da comunidade universitária e a Reitoria. Ficou acertado que na sexta-feira, 30, às 10h, na sede do Sintufrj, seria realizada reunião para organização de um ato em uma dessas datas, com a participação das entidades representativas dos técnicos-administrativos e docentes (Sintufrj e Adufrj), dos estudantes (DCE), dos pós-graduandos (APG) e dos terceirizados (Attufrj).

 

Orientação dos delegados 

No dia anterior, o Conselho Sindical de Base se reuniu no Espaço Cultural do Sintufrj e apontou a necessidade de mudar a dinâmica das assembleias. “Os delegados avaliaram que vivemos um momento político muito difícil, com a certeza de que os ataques aos servidores, às instituições públicas, à autonomia universitária e à democracia iniciados no governo golpista Temer irão se aprofundar na gestão Bolsonaro, com as reformas da Previdência e outras já anunciadas pelo futuro superministro da Fazenda, Paulo Guedes”, informou a coordenadora-geral do

Sintufrj Neuza Luzia.

 

Segundo a dirigente, a reunião de delegados indicou a necessidade de se construir avaliações unitárias e mais maduras da conjuntura, considerando que os servidores públicos e os trabalhadores em geral são alvo de uma política que exige um grau de organização das ações de reação mais eficaz.

 

Moção

A assembleia aprovou por unanimidade moção de apoio aos técnicos-administrativos da UFF em defesa da jornada contínua de 30 horas semanais.

Avaliações

 

“O novo governo já sinalizou que quer arrebentar com os servidores públicos, destruir as universidades e o movimento sindical. As centrais sindicais já divulgaram nota de deflagração de greve se a reforma da Previdência for encaminhada. Estamos na mira do governo Bolsonaro; o que está em jogo é a nossa sobrevivência. Por isso, no dia 5 de dezembro vamos pôr o bloco na rua”, defendeu a dirigente da Fasubra Valdenise Ribeiro.

 

“Bolsonaro é o aprofundamento da política de Michel Temer. Ele vai conter gastos com servidores e serviços públicos para pôr em prática a Emenda Constitucional 95, que reduz investimentos em áreas prioritárias, como saúde e educação. O novo governo está de olho no incentivo à qualificação da nossa carreira, que passaria a valer como gratificação e não entraria na nossa aposentadoria, e também já falou em acabar com a progressão automática”, alertou Yghor Alves.

 

“Temos consciência da importância de caminharmos juntos na defesa dos interesses da categoria, da entidade e da universidade. Vamos, sim, construir juntos a luta contra os ataques aos nossos direitos e contra a reforma da Previdência”,  comprometeu-se Francisco de Assis.

YGHOR Alves

VALDENISE Ribeiro

FRANCISCO de Assis