Perseguição judicial a um preso político

Os deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP), Wadih Damous (PT-RJ) e Paulo Pimenta (PT-RS), que entraram com pedido de habeas corpus.

Para o deputado Wadih Damous (PT-RJ), um dos que entraram com o pedido de habeas corpus, o que aconteceu demonstrou da forma mais cabal a perseguição judicial ao Presidente Lula, que é um preso político. Em nota, afirma, “Sérgio Moro, um juiz de piso, que se acha dono do corpo do Presidente Lula, sem sequer ser provocado formalmente, interferiu em cumprimento de decisão superior, indicando à Polícia Federal o descumprimento da ordem de um desembargador!

 

Depois disso, as mais pesadas articulações foram comandadas pela Globo para impedir que a justiça fosse aplicada. Por todos os meios tentam impedir a liberdade do Presidente Lula.

 

Não vamos descansar. Utilizaremos todos os instrumentos jurídicos possíveis e em todas as instâncias. Mas só nas ruas vamos garantir a liberdade do Presidente Lula”, diz o deputado, convocando:

 

“Por tudo isso, a hora é de intensificar a organização dos Comitês em Defesa da Democracia e da Liberdade do Lula para denunciar esse judiciário fascista”.

 

E agora?

A assessoria de imprensa de Damous informou que, embora este não tenha antecipado estratégia de ação na Justiça, usará de todos os recursos possíveis.

 

À imprensa, os deputados Wadih Damous e Paulo Pimenta afirmaram que o PT provavelmente recorrerá ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a decisão do presidente do TRF-4, Thompson Flores.

 

Para os deputados, o fato de Moro se manifestar caracteriza 'prevaricação' e pode contaminar mais ainda um processo já repleto de abusos e cerceamentos de defesa.

 

Damous fala à Cinelândia

Grandes manifestações se formaram neste domingo, dia 8, em vários locais do país, como em São Bernardo, na Avenida Paulista e na Cinelândia, diante dos absurdos cometidos contra a decisão de libertar Lula.

 

Para o público concentrado na histórica praça do centro do Rio, um áudio de Wadih Damous dava a dimensão da gravidade da situação que vive o país.

 

“A desobediência à ordem se concretizou de maneira deslavada. Total inversão de hierarquia um juiz de primeiro grau mandar desobedecer a ordem de um desembargado de hierarquia superior.

 

O Brasil assiste ao vivo e em cores o Estado de exceção.

 

Moro não tem isenção ou imparcialidade para julgar processo em que esteja envolvido o presidente Lula.

 

Vamos continuar nossa luta e combate. E é muito importante mobilização de todo mundo em todo brasil.

 

Ficou claro que lula é mais que preso político é um sequestrado político por um capitão do mato”.