Um abraço simbólico ao castelo mourisco que abriga a sede da Fiocruz marcou a manifestação contra os cortes na saúde e na educação públicas. O ato incorporou-se ao Dia Nacional de Paralisação e Luta na defesa dos serviços públicos, de direitos e da democracia, organizado por entidades dos servidores federais na quinta-feira, 7 de junho. Houve manifestações em outras cidades e em Brasília.

Um raio-x da situação de penúria da saúde pública e das instituições federais de ensino foi exposto por dirigentes e lideranças que se pronunciaram no ato coordenado pela Associação dos Servidores da Fundação Oswaldo Cruz, às margens da Avenida Brasil, um pouco antes da marcha encerrada com o abraço ao castelo.

O tom da resistência foi dado pela diretora do Sintufrj Joana de Angelis. “Vamos continuar nas ruas, nas praças, o quanto for preciso, na resistência a este governo golpista, na resistência aos ataques e aos cortes de verbas que aviltam os direitos de todos nós”, disse. “São os cortes na saúde, na educação e nos direitos sociais”.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, presente à manifestação, lamentou o corte de verbas que está comprometendo os programas da instituição, uma das mais importantes da área de saúde pública no país. O discurso de Nísia abordou as desigualdades sociais no país e a necessidade de se defender as políticas públicas.