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UFRJ

Reitoria nega suspensão

de residência universitária

Processo de seleção de médicos residentes do

Hospital Clementino Fraga Filho continua

O processo de seleção de médicos residentes do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) iniciado em novembro, segue normalmente. Foi o que garantiu a Reitoria da UFRJ em nota emitida na manhã desta sexta-feira, dia 5.

 

A manifestação da direção da UFRJ foi para desmentir a notícia do jornal O Globo segundo a qual o Ministério da Educação havia proibido o ingresso de novos médicos residentes por falta de condições.

A medida teria atingido também o Pedro Ernesto, hospital da UERJ.

 

Em vistoria no ano passado, o MEC constatou o óbvio, consequência da própria política de asfixia financeira imposta às universidades e hospitais federais por parte do governo: falta insumos, pessoal, pagamento de bolsas em atraso, subtração de leitos.

 

Este cenário de dificuldades reduz procedimentos médicos e tem impacto direto na atividade acadêmica de formação de residentes.

 

O HU e o Pedro Ernesto sediam os dois maiores programas de residência do Rio de Janeiro. No HU, há 350 residentes em 48 programas de especialização. No Pedro Ernesto, 420. Segundo o jornal, se o HU não for aprovado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) , os residentes terão que ser realocados em outras unidades e, conjectura a matéria, certamente o serviço será afetado.

 

O concurso de seleção da UERJ, que seria no dia 13 de janeiro, foi suspenso. Mas a Reitoria entrou com recurso e marcou nova data: 3 de fevereiro. Mas, segundo o jornal, no HU da UFRJ, o início das atividades dos residentes aprovados dependerá de vistoria.

 

Desmentido

O HUCFF (da UFRJ), em novembro, abriu processo seletivo e aprovou a entrada de 180 novos residentes. Embora a matéria diga que o ingresso foi proibido, a Reitoria mantém a informação de que a próxima fase da seleção será de matrícula, com início de atividades marcado para o dia 1º de março.

 

“A universidade tem confiança de que a vistoria do Ministério da Educação comprovará que o HUCFF tem capacidade para incorporar os novos residentes e manter as atividades. No ano passado, a administração central da universidade mudou a direção do hospital e, desde então, várias melhorias têm sido feitas. Destacamos que está marcada para o início deste ano a abertura de seis novos leitos de CTI, o que contribuirá fortemente para melhorias no atendimento e ensino”, diz a nota.

 

Segundo a Reitoria, a direção também fez melhorias nos processos de compras de insumos e retomou a relação com outras unidades acadêmicas e de assistência hospitalar da universidade, melhorou a relação dos residentes com grupos de pesquisa e maior contato entre estudantes e grupos de pesquisa básica e aplicada de referência internacional.

 

Ao Globo, o diretor do HUCFF, Leôncio Feitosa, informou que em julho de 2017, o hospital recebeu a comissão do MEC que aprovou os programas de residência. Em setembro, outra comissão reprovou todos com um relatório genérico: “Vamos apresentar um relatório ao ministério e aguardar uma nova vistoria”disse.