“Somos todos Museu Nacional, somos todos UFRJ”

enorme tenda montada em frente aos escombros do Museu Nacional foi pequena para abrigar a multidão de pessoas que foi à Quinta da Boa Vista, na quinta-feira, 6, para a plenária pública da UFRJ. Em meio à tristeza pela destruição de um dos mais importantes patrimônios da memória da humanidade, a UFRJ celebrou seus 98 anos de existência. “Resistir” e “Fora, Temer” foram palavras repetidas em coro dos presentes.

 

Foram mais de cinco horas de manifestações de solidariedade e carinho dirigidas ao reitor Roberto Leher e aos trabalhadores do museu. “Somos todos Museu Nacional, somos todos UFRJ” foi uma das frases mais ouvidas no ato.

O evento mobilizou a comunidade universitária da UFRJ e reuniu reitores e representantes das universidades e institutos federais e estaduais do Rio de Janeiro e de outros estados, bem como o presidente e vice da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

 

A sucessão de instituições de pesquisa, como a Fiocruz, foi longa. Entidades representativas dos técnicos-administrativos em educação, docentes, estudantes e pós-graduandos da universidade (Sintufrj, Fasubra, Adufrj, Andes, DCE Mário Prata e APG) se manifestaram, assim como a Universidade Indígena Aldeia Maracanã.

 

Emoção

Integrantes do Ciep 210 e do Colégio Pedro II, entre outras organizações da sociedade civil, também marcaram presença. Houve momentos de pura emoção, como a entrega de cartas escritas por alunos da 4ª série da Escola Municipal Aurea Pires da Gama aos trabalhadores do Museu Nacional.

 

O ato foi conduzido pela pró-reitora de Extensão da UFRJ, Maria Malta. A cada momento, ela registrava no microfone a presença de integrantes da comunidade universitária da UFRJ, como a primeira técnica-administrativa emérita, Regina Cél