SEDE - ILHA DO FUNDÃO - Funcionamento: das 8 às 16h - Praça Jorge Machado Moreira, s/n Cidade Universitária, 21941-592, RJ - Tels: 21 3194-7100 - 3194-7101

SUBSEDE - PRAIA VERMELHA - Funcionamento: das 8 às 16h - Av. Pasteur, 250 fundos

22290-140 - Urca - Tel: 21 2542-9143

Os planos do diretor do HUCFF

Leôncio Feitosa organizou quatro grupos de trabalho para fezer o diagnóstico do hospital

A rotina do médico Leôncio Feitosa tem sido intensa nas últimas semanas. A convite do reitor Roberto Leher, ele se licenciou da presidência do Sindicato dos Médicos para assumir a direção geral do Hospital Clementino Fraga Filho (HUCFF) numa situação de crise. Sua missão, ele diz, é arrumar a casa, fazer correção de rumos e restaurar o funcionamento da instituição em bases mais estáveis. Tarefa difícil num cenário de falta de recursos e complicações decorrentes da gestão anterior. Veja o que ele diz nesta breve entrevista ao Jornal do Sintufrj.

 Dois problemas

Fui convidado pelo reitor no contexto de duas grandes preocupações. Uma, a principal, era o isolamento do hospital em relação à academia, às faculdades. Era uma visão da Reitoria. Mas constatei que, depois de conversar com alguns diretores de faculdade, de fato, havia um certo grau de tensão. Eles confirmaram as dificuldades.

 

O outro problema, apontado pela Reitoria, foi o professor Eduardo pedir uma espécie de intervenção da AGU. Isso nunca aconteceu na UFRJ, uma vez que ela tem suas instâncias próprias, e onde fica, então, a autonomia universitária?

 

 Primeira providência

Os primeiros passos foi na direção de restabelecer o relacionamento com todas as faculdades que utilizam o Hospital Universitário, uma instituição de ensino. E isto já está sendo feito. Já participei de várias reuniões, conversando com a direção da Faculdade de Medicina, com a direção da Faculdade de Enfermagem. E a recepção tem sido das melhores, uma vez que é fundamental que haja boa vontade dos dois lados. Esse aspecto é tão importante que estamos trazendo uma pessoa para cá só para tratar do relacionamento com todas essas faculdades. Nutrição, Farmácia etc. Ele estará aqui para propor soluções, manter um canal de entendimento permanente. Ora, isso aqui é um hospital universitário.

 

 O diagnóstico

A outra prioridade é um diagnóstico rigoroso para estudarmos a verdadeira situação do hospital. Montamos quatro grupos de trabalho formados por especialistas da universidade. Um dos grupos é o de Infraestrutura. Vai estudar o que tem conserto, o que temos condição de consertar. A situação física do prédio, a situação dos elevadores que atende a uma quantidade imensa de gente, a parte elétrica e a parte hidráulica. Há situações vergonhosas aqui: os pacientes não têm como tomar banho quente, para você ter uma ideia. Outro grupo será o da tecnologia da informação. São especialistas que vão avaliar maquinário, as instalações, os programas. E a primeira boa notícia é que o nosso pessoal do setor é muito capaz.

 

 Recursos humanos

Temos gente suficiente ou está faltando gente? O grupo de Recursos Humanos vai nos responder. Hoje temos 2.800 servidores e mais os 700 extraquadro, que é uma situação vergonhosa. É uma vergonha você pagar 800 reais para uma pessoa trabalhar no hospital, remuneração abaixo do salário mínimo. Estamos discutindo esta situação com eles e com a Reitoria. Já está acertado que eles vão comer no restaurante universitário. Já está previsto também que ninguém receberá menos que o salário mínimo no próximo ano. Já estará no orçamento, promessa da Reitoria. O problema do vale-transporte, outra reivindicação deles, terá que ser resolvido. O valor deles tem um teto, independentemente de onde a pessoa mora, o que é inaceitável.

Caberá a este grupo (Recursos Humanos) examinar toda a situação de pessoal. Vamos, então, avaliar os recursos humanos com os recursos financeiros para saber qual o tamanho do hospital que podemos ter.

 

Outro grupo vai estudar o setor de compras, os processos licitatórios, examinar propostas de planejamento e gestão hospitalar, uma preocupação que será permanente entre nós.

 

 Divisão de Enfermagem

Foi o aprendizado. Fizemos uma avaliação errada (ao indicar um professor da Escola de Enfermagem Ana Nery para o cargo de chefe da Divisão de Enfermagem). Não sabia que o problema tinha essa dimensão. Havia nomeado o diretor médico da Faculdade de Medicina sem problemas. Mas o fato é que, apesar do contratempo, fiquei feliz. É que os enfermeiros aqui gostam do que fazem, têm orgulho do HU. Quem foi chefiar a divisão foi o enfermeiro Tony Figueiredo. A portaria sai hoje (sexta-feira, dia 8).

 

 Eleições

Minha missão aqui é fazer o diagnóstico, iniciar a correção dos problemas apontados e chamar eleições. Trabalhei muito para que o HU tivesse eleições na década de 1980, quando elas passaram a acontecer. Estamos trabalhando, reformando a emergência, já ampliamos em 50% os leitos no CTI. E logo que as coisas estiverem nos rumos serão realizadas as eleições. A própria Reitoria quer esse processo rápido.

DECISÃO JUDICIAL

Sintufrj cobra da Reitoria regularização de salários

O Sintufrj ingressou nesta terça-feira, dia 12, com requerimento exigindo da Reitoria a regularização do pagamento de salários de servidores que tiveram cortes nos seus ganhos, determinados por decisão arbitrária do Ministério do Planejamento (MPOG). Leia+

Comando Local de Greve aprova

moção de apoio aos extraquadro

 

O ataque crescente contra a classe trabalhadora atinge de forma violenta o conjunto do serviço público, aí incluídos os trabalhadores extraquadro.

 

Na UFRJ, essas pessoas têm atuado de forma muito precária, conforme ficou demonstrado na reunião realizada no Hospital Universitário na última semana.

 

As trabalhadoras e trabalhadores têm reclamado do descaso com as obrigações trabalhistas como vale-transporte, transporte e atrasos nos salários e décimo terceiro – fruto do desmonte a que o governo golpista tem submetido as universidades.

 

Em função disso, o Comando Local de Greve (CLG)/Sintufrj repudia a situação à qual estes trabalhadores têm sido submetidos e encaminha que seja honrado o compromisso já assumido pelo pró-reitor de finanças, Roberto Gambine, de realizar o pagamento dos atrasados já no dia 15 de dezembro.

Assembleia não acata recomendação do CNG/Fasubra e decide manter greve

Decisão da assembleia geral dos técnico-administrativos da UFRJ não acatou orientação do Comando Nacional de Greve da Fasubra que indica a data de 13 de dezembro para suspensão do movimento. Na UFRJ, a categoria resolveu manter a greve e marcou nova assembleia em 18 de dezembro para reavaliar a mobilização. Até lá, os servidores da universidade mantêm as ações do movimento paredista: São elas: dias 11 e 12, segunda e terça-feira, Ato no Aeroporto do Galeão, a partir das 6h, para pressionar os parlamentares em relação a votação da reforma da Previdência; e dia 13, quarta-feira, panfletagem na Central do Brasil, a partir das 6h.

Falece o professor Alfred Lemle

 

É com pesar que o Sintufrj informa o falecimento do professor Alfred Lemle, fundador da Adufrj e filiado ao Sintufrj desde a Asufrj. O sepultamento será no Cemitério Comunal Israelita do Caju, no domingo, 10 de dezembro, às 12h.

 

Alfred Lemle se formou pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1960, atuou como professor e foi um dos fundadores da Pós-Graduação em Pneumologia da mesma instituição. Sempre preocupado com ensino e pesquisa, tinha uma postura democrática e isenta ao ouvir críticas às suas teses.

 

Defendeu como poucos a autonomia universitária e orientou quase uma centena de trabalhos acadêmicos.

Ato público

no HU dia 12

O Comando Local de Greve (CLG/Sintufrj) se reuniu no fim da manhã desta quinta-feira, dia 7, com trabalhadores de diversos setores do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), no auditório 10E37, para organização de sua participação na greve da categoria.

Ato contra a reforma da Previdência e pelo Fora Temer! ocupa Centro do Rio

O ato contra a reforma da Previdência no Rio reuniu CUT, CTB, CSP-Conlutas e Intersindical. Depois da concentração na Igreja da Candelária, a marcha saiu em direção à Cinelândia. Joana de Angelis, dirigente do Sintufrj, em nome do Comando Local de Greve, falou no carro de som divulgando a greve nas universidades federais em defesa da educação pública e contra as reformas de Temer. “É nas ruas, nas praças e unidos que vamos derrotar esse governo. FORA TEMER!”, conclamou. Várias categorias participaram da manifestação que também aconteceu em outros municípios. Os petroleiros, por exemplo, fizeram grande mobilização em Macaé. Angra dos Reis também teve protesto de trabalhadores desempregados. As Frentes Brasil Popular, Povo sem Medo e Frente de Esquerda Socialista participaram da organização do protesto – que foi nacional.

Greve na rua

Os técnico-administrativos em educação da UFRJ têm feito sua parte no movimento nacional de greve. Nesse último fim de semana, dia 3, um domingo, uma atividade ganhou a Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão. Os companheiros distribuíram panfletos e conversaram com a população para explicar os motivos da greve e alertar sobre a proposta de reforma da Previdência do golpista Michel Temer.

Mobilização no direito

Na segunda-feira, 4, foi a vez da Faculdade Nacional de Direito (FND). O Comando Local de Greve esteve na unidade para fazer uma mobilização interna. Saíram satisfeitos pois a FND estava praticamente fechada, o que mostra a adesão dos companheiros da unidade ao movimento grevista.

UERJ: novo protesto denuncia

atraso de salários e corte de verba

Sem salários desde setembro, funcionários e estudantes da UERJ  foram mais uma vez às ruas, no início da tarde desta terça-feira, 5 de dezembro. Além de reivindicar pagamento, eles protestaram contra os cortes de recursos feitos pelo governo estadual que têm deixado a instituição à míngua.

Trabalhadores de outras universidades também participaram da manifestação, que funcionou como aquecimento para o grande ato do final da tarde contra as reformas Trabalhista e da Previdência no Centro da cidade, convocado pelas centrais sindicais.

Além do pessoal da UERJ, estavam lá estudantes e servidores da UFRJ, Uni-Rio e Rural. Depois de breve concentração na portaria principal do campus no Maracanã,  houve marcha com faixas e cartazes até o Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Boulevard 28 de Setembro.

O hospital cancelou internações por falta de verba.

O palco da resistência

Jornada de protesto dos servidores públicos federais contra a reforma da Previdência e a austeridade fiscal mobilizou caravaneiros de várias partes do país.

 

Vitória - No HU,  Divisão de Enfermagem continuará sob direção de enfermeiro.  Página 3

 

28,36% - Justiça nega decisão favorável a mandado de segurança. Página 3

 

Entrevista - Assessor do Diap mostra como a reforma da Previdência será devastadora para o funcionalismo. Página 6

 

Saúde - A Saúde do Trabalhador e o Controle Social” foi tema de fórum na UFRJ. Página 8

 

LEIA NO JORNAL DO SINTUFRJ

Ato público no HU dia 12

 O Comando Local de Greve (CLG/Sintufrj) se reuniu no fim da manhã desta quinta-feira, dia 7, com trabalhadores de diversos setores do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), no auditório 10E37, para organização de sua participação na greve da categoria.

 

Entre os principais encaminhamentos está a organização de um grande ato público em frente à entrada principal do HU no dia 12, a partir das 8h.

 

No encontro, integrantes do CLG traçaram um panorama da greve na universidade. No HU, segundo depoimento de funcionários, há mobilização expressiva em alguns setores. Ressalvaram, porém, as particularidades que determinam o resguardo do caráter essencial das atividades de assistência e manutenção da vida num hospital.

 

Entre demandas e propostas no curso da reunião, ficaram patente a necessidade de maior mobilização do corpo social do HU e de maior divulgação das razões da greve para pacientes e seus familiares.

 

Agenda aprovada

 

Entre as propostas aprovadas ao final da reunião, estão:

 

Dia 11, segunda-feira - Os técnicos-administrativos das comissões formadas nos locais de trabalho realizarão, com apoio do CLG/Sintufrj, reuniões nos diversos setores do HUCFF para mobilizar o corpo social para ação política no dia seguinte.

 

Dia 12, terça-feira – A partir das 8h, ato na entrada principal do HU com panfletagem à população e ao corpo social do HU.

Pesquisadores brasileiros e chineses apresentam achado arqueológico

O desmonte da universidade pública foi lembrada por servidores

A descoberta de ovos de pterossauros com embriões preservados foi apresentada na tarde de quinta-feira, 30, em entrevista coletiva, no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pelo paleontólogo Alexander Kellner, um dos brasileiros integrantes da equipe de pesquisadores na China.

Na ocasião, o Comando Local de Greve (CLG) da UFRJ divulgou o movimento nacional de greve dos técnico-administrativos das universidades federais contra o desmonte do serviço público e em defesa das universidades. Companheiros exibiram também vários cartazes de greve para a imprensa presente. Pela manhã, o CLG fez panfletagem no Museu Nacional.

Gilda, funcionária da Biblioteca Francisca Keller, falou em nome do Comando Local de Greve. “Somos funcionários da UFRJ. Estamos em greve. Esse é um momento em que não podemos nos calar. A universidade pública está sendo desmontada. Os repasses para a Educação e para a Ciência e Tecnologia estão comprometidos e cabe a nós enquanto comunidade acadêmica nos unirmos em prol dessa pauta. Não somos os culpados por essa crise, pela quebra da Previdência Social e também não somos marajás. Somos trabalhadores e estamos aqui todo

os dias aqui para que se tenha saúde e educação de qualidade. Dia 5 haverá greve nacional convocada pelas centrais, será emblemático na história de nossa resistência. Iremos parar esse país”.

 

 

Descoberta

Pesquisadores brasileiros e chineses encontraram mais de 300 ovos e centenas de restos de esqueletos de pterossauros na região de Hami, noroeste da China. Trata-se da maior concentração de ovos de vertebrados extintos conhecidos até então e que estavam em um bloco com pouco mais de 3m².

O material é procedente de rochas formadas há aproximadamente 100 milhões de anos, período geológico denominado de Cretáceo Inferior, e reúne, além de animais jovens e adultos, os primeiros embriões preservados em três dimensões desse grupo, já encontrados.

Além de Alexandre Kellner, outros pesquisadores do estudo estiveram presentes. Segundo ele, até a presente data somente se tinha conhecimento de três embriões: dois da China e um da Argentina, todos preservados compactados.

Cai liminar que reconduzia Côrtes à diretoria do HU

A Juíza Andrea de Araújo Peixoto da 15ª Vara Federal cassou a liminar que determinava o retorno de Eduardo Côrtes à diretoria-geral do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Com isso, o médico Leôncio Feitosa está confirmado no posto.

 

Côrtes foi exonerado pelo reitor Roberto Leher em 7 de novembro. Mas a Justiça havia determinado a sua reintegração ao cargo na semana passada. Na decisão que cassou a liminar, a juíza considerou “que havia legalidade” no ato de exoneração baixado pelo reitor.

 

 A 15ª Vara Federal atendeu a recurso impetrado pela Advocacia Geral da União (AGU). Eduardo Côrtes não teve tempo de reassumir a direção do hospital. Ele foi afastado no contexto de uma crise que resultou em questionamentos da Reitoria. Seu mandato iniciado em dezembro de 2013 terminaria em 19 de novembro.

Nomeação para direção da enfermagem do HU causa polêmica

 

O Sintufrj convocou a equipe de enfermagem do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho para reunião, na manhã desta segunda-feira, dia 27, no hall dos elevadorescom a finalidade de debater a crise que se instalou entre estes profissionais com a determinação de que uma professorada Escola de Enfermagem Anna Nery assumisse, desde a semana passada, o cargo de diretor da Divisão de Enfermagem, tradicionalmente ocupada por técnicos-administrativos do HU.

 

No dia 24, em reação ao anúncio da ocupação do cargo por alguém que não é técnico-administrativo do HU, muitos profissionais reuniram-se e repudiaram a decisão. Organizaram abaixo-assinado endossado por enfermeiros, chefes de serviço, de seção e setores, por líderes, técnicos, auxiliares, atendentes de enfermagem, servidores e trabalhadores extraquadro reivindicam do reitor Roberto Leher uma solução para o impasse e a ocupação do cargo por um enfermeiro do quatro técnico-administrativo.

 

No dia 27, vencendo boatos que percorreram os andares de que não haveria mobilização da enfermagem, um bom grupo se reuniu no hall para escutar informese encaminhamentos. Os coordenadores José Caetano Ribeiro, Ivania de Jesus e Delma Dutra levaram o apoio do Sintufrj, reiterando a disponibilidade da entidade na defesa da luta da categoria técnico-administrativa.

O coordenador José Caetano destacou a importância de o grupo se manter mobilizado para garantir sua reivindicação. Ele fez avaliação positiva do movimento. “Foi acertada a decisão de não se fazer a paralisação pretendida para terça-feira, 28, por conta da existência do diálogo”, afirmou.

 

Os enfermeiros Tony Figueiredo e Luzia da Conceição, ambos da Coordenação de Educação Permanente do HU, informaram a todos dos fatos mais recentes, a partir da visita, no dia 23, de professora da Escola de Enfermagem, se apresentando como nova diretora da Divisão.

Luzia agradeceu a presença do Sintufrj e ressaltou que ao acionar a sua entidade representativa foi prontamente atendida. “Toda a categoria deve sempre buscar esse apoio do nosso sindicato”, completou Luzia.

 

Segundo Figueiredo, momentos antes, no mesmo dia 27, por solicitação de gestores da Enfermagem, o diretor do HU Leôncio Feitosa recebeu o grupo e o documento com a reivindicação de que o cargo seja ocupado por técnico-administrativo lotado no HU, que tem profissional qualificado para tanto.

 

O diretor, contou ele, foi sensível à reivindicação, reconheceu a importância da mobilização do grupo e se comprometeu a negociar a reversãoda indicação da professora da EEAN junto à Reitoria. Mas pediu um prazo de cinco dias para que isso seja reavaliado no Conselho de Administração do HU.

 

Porém, diante da notícia de que o Conselho de Administração se reuniria no próprio dia 27, às 14h, os presentes decidiram formar uma comissão para levar ao colegiado o documento com sua reivindicação, acompanhados por representantes do Sintufrj.

 

A comissão, no entanto, não pôde participar da reunião por esta ser fechada e não haver representação da Enfermagem no conselho. Para o grupo não ficar sem um canal de diálogo o reitor sugeriu então que a comissão agende uma reunião com a Reitoria. Para ratificar a reivindicação a comissão protocolou também o documento no gabinete do reitor.

 

Uma segunda comissão foi formada para visitar cada setor e colher assinatura para o abaixo assinado que está em curso e para mobilizar a comunidade local.

Trabalhadores fecham acesso ao Ministério do Planejamento

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG) teve sua entrada bloqueada na madrugada de 27 de novembro pelos trabalhadores técnico-administrativos em greve. Um café da manhã foi servido aos caravaneiros vindos de diversos estados. O objetivo foi pressionar o governo a discutir a pauta de reivindicações da categoria.

 

Eles conseguiram ser recebidos pelo secretário de Gestão de Pessoas, Augusto Chiba, que se comprometeu em realizar uma reunião dentro de duas semanas com a FASUBRA, o Ministério da Educação (MEC) e Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG) para discutir a pauta da categoria.

 

Audiência

Durante a tarde aconteceu a audiência pública com o tema “Qual serviço público que queremos?”, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados. O evento organizado pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), pretendeu pressionar parlamentares contra a aprovação de projetos que atacam servidores.

 

Na ocasião, foi entregue às lideranças do Congresso Nacional um documento solicitando apoio aos servidores públicos. Foram destacadas a Medida Provisória 805/17 (adiamento de reajustes e aumento da contribuição previdenciária), alvo de ações judiciais pelas entidades representantes dos servidores públicos, e o PLS 116/17 que prevê demissões e a reforma da Previdência.

 

Ato na Esplanada

No dia 28, terça feira, milhares de servidores públicos irão ocupar a Esplanada dos Ministérios em Brasília-DF, com caravanas de todo o país, no ato em defesa do serviço público, contra os ataques ao funcionalismo e em defesa da Carreira e Educação Pública. Os trabalhadores técnico-administrativos engrossam as fileiras de mobilização. O Sintufrj mandou dois ônibus com 90 companheiros.

 

Ato no Judiciário

Na quarta-feira, 29, os representantes das entidades dos servidores públicos realizam um Ato Público no Supremo Tribunal Federal (STF) para apresentar as ações jurídicas contra a MP 805/17. Também será entregue um memorial que questiona a inconstitucionalidade da EC 95/16, que congela investimentos em políticas públicas por 20 anos.

Fasubra orienta fim da greve, mas assembleia rejeita

Assembleia geral dos técnicos-administrativos da UFRJ rejeitou orientação do Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra que indica a data de 13 de dezembro para suspensão do movimento. A categoria resolveu manter a greve e marcou nova assembleia em 18 de dezembro para reavaliar a mobilização. O CNG diz que a mobilização nas universidades é desigual e que a suspensão da greve seria o caminho para preservar a unidade do movimento. Leia + página 4, jornal do Sintufrj

Pró-reitor garante

pagamento de extraquadros

O Pró-reitor de Desenvolvimento, Planejamento e Finanças (PR-3) da UFRJ, Roberto Gambine, informou agora há pouco ao Jornal do Sintufrj que o pagamento dos salários dos extraquadros do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) será feito, provavelmente, esta semana. Gambine atribuiu a “boatos” fabricados por interessados em criar dificuldades a informação de que a remuneração seria suspensa.

EDITORIAL

O ovo da serpente

O ovo da serpente é o nome de um filme de Ingmar Bergman que revela o ambiente pré-ascensão do nazismo. O cineasta sueco mostra, num cenário de arbítrio e conflitos, a gestação de forças fascistas que logo se tornariam hegemônicas na Alemanha dos anos 1930. No Brasil desses dias, sob a égide do governo nascido de um golpe, a violência, o arbítrio e o deboche prosperam com desembaraço. O clima policialesco, a ação inquisitória e o desrespeito à dignidade da pessoa humana ganham força. Agentes da Polícia Federal amanheceram na residência do reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jaime Arturo Ramirez, e da vice-reitora, Sandra Regina Goulart. Foram alvos de condução coercitiva, assim como outros professores e servidores. A ação, segundo a PF, faz parte da investigação de supostos desvios na construção do Memorial da Anistia Política. A polícia deu o nome à operação de Esperança Equilibrista, alusão, em explícito deboche, à canção de João Bosco e Aldir Blanc, que ingressou na história da resistência à ditadura como o hino da anistia. A truculência espetaculosa da ação da PF na UFMG não é fato isolado. De novembro de 2016 até aqui, foram alvos da PF a UFRGS, UFSC e UFPR. Uma dessas operações, a que foi batizada de Ouvidos Moucos, resultou em tragédia: o suicídio do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os episódios da UFMG voltaram a chocar a comunidade universitária. Mas é fundamental que as instituições, professores, técnicos-administrativos e pesquisadores transformem a indignação em ação para barrar a gestação do fascismo no país.

Ato no HU mobiliza contra os ataques do governo a direitos

Para alertar a população sobre os efeitos terríveis das reformas do governo Michel Temer e informar sobre os motivos da greve dos técnicos-administrativos em educação da UFRJ, os trabalhadores do Hospital Universitário com o Comando Local de Greve (CLG)/Sintufrj realizaram ato na terça-feira, dia 12, pela manhã, em frente à entrada principal da unidade.

 

Para alertar a população sobre os efeitos terríveis das reformas do governo Michel Temer e informar sobre os motivos da greve dos técnicos-administrativos em educação da UFRJ, os trabalhadores do Hospital Universitário com o Comando Local de Greve (CLG)/Sintufrj realizaram ato na terça-feira, dia 12, pela manhã, em frente à entrada principal da unidade.

 

 “Temer jamais!” “Eu tô na luta por direitos sociais”. “A nossa luta é todo dia!” Nossa saúde não é mercadoria” foram algumas das palavras de ordem repetidas pelos manifestantes durante a manifestação, que também teve como objetivo mobilizar os companheiros do HU para as atividades da greve.

 

Diálogo com panfletagem

Enquanto integrantes do CLG/Sintufrj, coordenadores sindicais e trabalhadores de setores do HU – como da Seção de Licitações e Contratos e da Divisão de Recursos Humanos -- se revezavam no microfone do carro de som expondo os motivos da greve, outros companheiros conversavam com pacientes, servidores e extraquadro, ao mesmo tempo em que distribuíam panfletos.

 

“A reforma da Previdência é contra você; ela não combate privilégios. Se essa reforma for aprovada pelo Congresso Nacional, você precisará contribuir por 40 anos para se aposentar com o teto da Previdência”, explicavam os manifestantes.

 

“Ei, o senhor está satisfeito com essa proposta de reforma da Previdência?”, perguntou ao microfone uma técnica-administrativa a um paciente. “Ninguém está satisfeito com nada disso”, respondeu o senhor Manoel de Souza, 81 anos, há 20 se trata no HU. Ele, que já foi dirigente sindical do Sindicato dos Alfaiates e Costureiros, aproveitou a oportunidade para criticar o governo golpista “que o faz sentir vergonha do seu país”.

 

Mobilização

A convocação para o ato ocorreu um dia antes e nas primeiras horas da manhã de terça-feira com a realização de reuniões e panfletagem nos andares do HU, promovida pelos próprios trabalhadores da unidade com o apoio do CLG/Sintufrj. O reforço de mobilização na unidade prosseguiu após o ato.

Salários dos extraquadro serão pagos na terça, dia 19

O pró-reitor de Pessoal, Agnaldo Fernandes, informou ao Jornal do Sintufrj nesta sexta-feira,15, que o salário do mês de novembro dos trabalhadores extraquadro do Hospital Universitário e de todos os extraquadro da UFRJ estará no banco na terça-feira, 19.

 De acordo com Agnaldo, o pagamento de novembro não foi depositado até esta sexta, conforme previsão da Pró-Reitoria de Finanças, porque o MEC repassou o crédito suplementar “muito tarde”. Em compensação, ele informou que o salário de dezembro será pago na primeira semana de janeiro de 2018.

CLG/Sintufrj faz ato em frente ao HU

Em mais uma atividade com o propósito de conscientizar a população sobre os ataques do governo ao serviço público e aos direitos dos servidores, o Comando Local de Greve (CLG)/Sintufrj realizou, na manhã de terça-feira, 19 de dezembro, ato público em frente à entrada principal do Hospital Universitário (HU). A atividade constou de panfletagem e diálogo com as pessoas que passavam pelo local. Para isso, as companheiras e companheiros utilizaram o microfone do carro de som.

 

Os técnicos-administrativos em educação da UFRJ que desde o dia 10 de novembro estão em greve, aprovaram na assembleia realizada no dia 18, prosseguir com o movimento grevista até o dia 22 de dezembro, data prevista para o início do recesso parlamentar.

 

A partir de janeiro, a categoria entra em estado de greve e retoma a mobilização contra a reforma da Previdência, a retirada de direitos (como a medida provisória que adiou o reajuste salarial dos servidores e ampliou a contribuição previdenciária de 11% para 14%, que acabou suspensa por liminar concedida pelo STF no dia 18) e os cortes de recursos para as universidades públicas e os hospitais universitários.

 

Eleição no HU

O ato também reivindicou a realização de eleição já para a direção geral do HU. E, após a manifestação, o CLG/Sintufrj reuniu-se com trabalhadores do hospital para discutir as demandas locais.