Em audiência da Câmara sobre a “reforma” administrativa, economista apontou risco de captura do Estado por setor privado

Vitor Nuzzi Rede Brasil Atual| 1º de Julho de 2021 

Só o Estado pode proteger a sociedade dos riscos da concentração empresarial, afirmou Eduardo Moreira aos deputados – TV Câmara/Reprodução

A “reforma” da Previdência do atual governo criou “uma legião de brasileiros e brasileiras” descartáveis, afirmou o economista e empresário Eduardo Moreira, ao falar à comissão especial da Câmara que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, de “reforma” administrativa. Para ele, o desafio de qualquer forma é “tentar olhar como será a ordem econômica daqui a cinco, 10, 15, 20 anos”. Ou seja, ter visão de futuro e social.

Segundo Moreira, no caso da Previdência, essa “legião” é de pessoas de 55, 60 anos, que se perderem os empregos “não terão acesso à aposentadoria, não têm poupança e não poderão sequer resgatar as contribuições que fizeram em vida”. Assim, terão seu dinheiro tomado pelo Estado e não se empregarão novamente.

Nova ordem econômica

“É por isso que a gente precisa saber olhar pra frente. Nessa reforma administrativa, é importantíssimo tentar ter esse olhar de como será a nova ordem econômica nacional e também mundial”, afirmou o também escritor, na audiência pública realizada na quarta-feira (30).

Esse cenário, vislumbra, será de uma economia em que monopólios e oligopólios privados vão comandar setores com importância fundamental na vida de todos. “E o Estado é o único que tem a capacidade de nos proteger das situações que esse novo paradigma pode trazer”, acrescentou.

O banqueiro de investimentos afirmou também que não basta haver “livre concorrência” se outros princípios constitucionais não forem observados, como direito ambiental e do consumidor, desigualdades regionais e emprego. Ele citou exemplo do próprio sistema financeiro, destacando que 80% dos ativos estão concentrados nos cinco maiores bancos, ante 43% nos Estados Unidos e 37% na China.

“A melhor concorrência que possa existir não é sem Estado (…) Nos Estados Unidos, apesar de o Estado ser cada vez menor, mais de três quartos das indústrias americanas aumentaram a sua concentração”, disse o economista. Empresas dominam o mercado e, assim, têm poder de elevar e diminuir preços. E salários. Como no mercado americano, onde há décadas os trabalhadores não têm ganhos reais.

Setor privado dominante

Outro convidado para a sessão de ontem, o professor Gilberto Bercovici, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que a Constituição de 1988 já recebeu um modelo de Estado, herdado da ditadura, sob o princípio da ortodoxia e com preponderância do setor privado. Assim, concepções de eficiência empresarial e privilégio do setor privado já estavam presentes três décadas antes do chamado neoliberalismo.

“O Decreto-lei 200, de 1967, pioneiro, vai sobreviver à ditadura”, disse Bercovici, referindo-se à norma, presente até hoje, sobre a administração federal. Um modelo de Estado subalterno à iniciativa privada, presente no chamado princípio da subsidiariedade. Que a PEC 32 inclui no seu conteúdo. E que esteve presente, inicialmente, na Carta del Lavoro fascista.

Distribuição de renda

Por esse modelo, o Estado só entraria em casos em que a iniciativa for insuficiente ou por interesses políticos. Assim, questionou, o que estaria por trás da PEC 32? Interesses privados, diz o jurista. “O Estado brasileiro tem que atuar de forma muito ampla e intensa para modificar as nossas estruturas sócio-econômicas atávicas, distribuir renda, integrando social e politicamente a totalidade da população.”

A proposta vem na contramão desses propósitos. O Brasil adotaria um modelo americano, particular, em que determinados serviços seriam obtidos por meio de cupons ou vouchers. O professor resume a intenção como “liberou geral”. “É a terceirização geral da administração pública.”

A rainha e o ministro

Bercovici fez outra referência histórica, mais remota, do tempo do Império, ao tratar de outro item – que chamou de “aberração” – que vedaria ao Estado medidas que provocariam “reserva de mercado” ou algum tipo de privilégio a atentes econômicos. Seria o fim definitivo de qualquer política de fomento público, afirmou.

“Nada mais é do que a ressurreição do Alvará das Manufaturas”, disse ainda o advogado, referindo-se a norma de 1785. “A rainha de Portugal, dona Maria I, depois chamada ‘A louca’, proibiu toda e qualquer manufatura no Brasil”, recordou o jurista. Se essa proposta vingar, emendou, “o Brasil vai ter o privilégio de ser o único pais do mundo a proibir toda e qualquer política industrial na sua Constituição”.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, continua sendo esperado para falar à comissão especial. Duas semanas atrás, o líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), garantiu a presença até esta data. Na semana passada, o relator do colegiado, Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), disse que pretende retirar do texto itens como o relativo à livre nomeação de chefias. Um estudo apontou potencial de corrupção em itens da proposta governista.

Só o Estado pode proteger a sociedade dos riscos da concentração empresarial, afirmou Eduardo Moreira aos deputados – TV Câmara/Reprodução

 

 

 

Desde o início do isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus, o Espaço Saúde Sintufrj não parou. Diversa as atividades, desde então, continua, à disposição dos trabalhadores da UFRJ no formato on line. 

Em abril, completou um ano de aulas semanais ministradas via internet pela manhã e à tarde, de segunda-feira a quinta, com uma participação média de 15 a 25 pessoas por atividade. Num total de cerca de 160 sindicalizados participantes/mês.

Fale com o Espaço Saúde Sintufrj: telefone (21) 96549-3033. E-mail — espaçosaude@sintufrj.org.br

Programação

As atividades oferecidas no momento são: pilates, ginástica localizada, alongamento, circuito funcional, zumba, yoga e ritmos. Paralelamente há o atendimento on line para terapias alternativas, como Florais de Bach por meio de WhatsApp.

Outra atividade são as Rodas de Conversas sobre diversos temas relacionados à saúde e bem-estar. Alimentação saudável, a importância da gratidão, obesidade, cuidados com a Covid-19, atividades físicas e aposentadoria foram alguns dos temas já abordados. 

Todos os dias, os links das salas de aulas são enviados aos sindicalizados pelas listas de transmissão do WhatsApp do Sintufrj.

“O Sintufrj, através do Espaço Saúde, deu oportunidade aos sindicalizados para a prática de atividade física sem que eles tivessem que se expor ao risco da contaminação do coronavírus. E a atividade física durante a pandemia tem sido apontada como relevante na redução do estresse, ansiedade e para a melhoria do sistema imunológico, da saúde física, mental e no controle de doenças crônicas”, disse Carla Nascimento, coordenadora do Espaço Saúde. 

Quem cotidianamente usufrui das atividades elogia a iniciativa do Sintufrj 

Renata Daim, técnica de laboratório do Instituto de Química, aproveitou a oportunidade para fazer várias atividades:

“Já fazia pilates antes da pandemia, mas com a Covid-19 passei a fazer praticamente todas as atividades do Espaço Saúde. É maravilhoso. Só não faço ioga porque não tenho horário. Como estamos em isolamento social, a questão psicológica é importante. E o Espaço Saúde Sintufrj oferece, além dos exercícios físicos, a oportunidade de interagimos com os professores e os colegas. É muito importante que o Sindicato mantenha o funcionamento on line das atividades, porque tenho ainda muito medo de ir à academia e tenho que cuidar do corpo e da mente. Mesmo virtualmente temos toda a atenção dos professores, que nos acompanham nas atividades nos corrigindo e incentivando. A  dança, que mexe o corpo todo, é o meu momento de distração”.

Adriana Vilanova, auxiliar administrativa da Escola de Educação Física e Desportos, conta que o Espaço Saúde Sintufrj é uma verdadeira família, além de ser um diferencial em promover saúde física e mental com um trabalho voltado para a categoria, na UFRJ:

“O Espaço Saúde Sintufrj é uma família mesmo, cujo diferencial fica por conta do grupo de educadores físicos. Eles se preocupam  com a gente de fato. Querem saber se estamos bem, se tivemos alguma lesão, perguntam o que podem fazer para melhorar. O acompanhamento é global. Os profissionais procuram atender a todos da forma mais democrática. A play list da aula, por exemplo, é diversificada e trocada toda semana para atender os gostos diferenciados. Muitos dos participantes do Espaço Saúde são da faixa etária mais elevada e há muita sensibilidade para essa realidade. O olhar é diferenciado em relação a qualquer outra academia. Isso faz muito bem para a alma.”

 

 

 

Campanha “A democracia precisa de diversas vozes” será lançada nesta sexta, 2 de julho

Redação Paraná/Brasil de Fato | Curitiba (PR) | 1º de Julho/2021

A Frente Parlamentar Feminista Antirracista com Participação Popular lança, nesta sexta-feira (2), às 15 horas, a campanha “A democracia precisa de diversas vozes”. O objetivo é dar visibilidade à questão da violência política de gênero e raça contra mulheres que estão nos espaços de poder e decisão.

O lançamento da campanha e demais ações podem ser acompanhados através da página de Facebook da Frente Parlamentar Antirracista com Participação Popular.

A campanha contará com atividades online e em diferentes cidades, mobilizadas pelos mandatos, movimentos e organizações que compõem a Frente, além de expor casos de violência e construir denúncias nacionais e internacionais.

O objetivo é divulgar as ações de movimentos e deputadas sobre o tema da violência política contra as mulheres e ressaltar a importância da participação das mulheres para a construção de uma democracia forte.

Deputadas que compõem a Frente Parlamentar, como Talíria Petrone (PSOL/RJ), Joênia Wapishana (Rede/AP) e Maria do Rosário (PT/RS), já sofreram violência política em diferentes momentos da sua atuação parlamentar. Entre os movimentos que integram a Frente, também há relatos de intimidação, agressão verbal e criminalização.

A Frente Parlamentar Feminista Antirracista com Participação Popular é uma experiência pioneira na América Latina, reunindo mandatos de parlamentares, movimentos e organizações de mulheres feministas.

Campanha ressalta a importância da participação das mulheres para a construção de uma democracia forte – Bruna Menezes, Erick Andrade / PSOL na Câmara /Agência Câmara de Notícias

 

 

 

 

O Sintufrj estará presente em mais um ato pelo impeachment do presidente genocida!

Confeccionamos cartazes para distribuir e disponibilizamos abaixo para download e impressão. Para baixar a versão em alta qualidade, clique no link abaixo de cada imagem:

 

O Povo Quer Vacina, Bolsonaro Quer Propina

Não Era Negacionismo Era Corrupção

Bolsonaro é Ladrão, Impeachment é a Solução

O Dia D de Pazuello era D de Dólar

 

A Educação Destrói Mitos

Fora Governo da Cloroquina Ivermectina e da Propina

Pela Vida Por Vacina Por Auxílio Digno FORA BOLSONARO

Meu Repúdo ao Bolsonaro Não Cabe em Um Cartaz

Vacina No Braço Comida No Prato

FORA BOLSONARO!