Congresso entra em recesso e a agenda de lutas dos movimentos tomam as ruas do país

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O recesso parlamentar durará até 1º agosto e forças políticas tanto de oposição quanto governista aproveitam para se articular. As pautas no Congresso, como a CPI da Pandemia, Reforma Administrativa e Voto Impresso, estão efervescentes e muita coisa dependerá da pressão das ruas. 

De 2 de agosto em diante as audiências serão retomadas no Congresso, e se há articulações políticas nesse período, os movimentos popular, social e sindical promovem manifestações com uma agenda de mobilização nacional já para dia 24 de julho pelo impeachment e que se prolongará para agosto. No fim de julho está marcado encontro nacional de servidores para traçar um plano contra a reforma administrativa.

Povo nas ruas  

“No caso específico da reforma administrativa as entidades do serviço público estão organizando atividades. Essa última quinzena de julho será de atividades no Brasil inteiro. Lutas presenciais outras virtuais outras hibridas meio presencial e meio virtual”, conta Vladimir Nepomuceno, assessor da Frente Parlamentar Mista do Serviço Público, em relação a agenda nacional de luta contra a proposta de reforma administrativa.

“O movimento social estará na rua. Dia 24 de julho teremos uma nova manifestação nas ruas de todo o Brasil e que vai levantar os elementos levantados pela CPI. Além de exigir vacina e o impeachment, temos que incluir nas pautas desse movimento outras lutas como essa contra a reforma administrativa”, propõe Hebert Lima, sociólogo.

Vladimir Nepomuceno e Hebert Lima de Oliveira foram os debatedores no programa Café com Democracia da Rádio Atitude Popular, promovido pela Rede Alternativa de Comunicação Popular. O tema da live foi “Recesso do Congresso: Como ficam a CPI da Pandemia e as pautas no Congresso”.

“É importante denunciarmos que de 2007 até hoje houve um enxugamento agressivo e criminoso do aparelho do Estado. Em 2007 tínhamos 333 mil servidores e com esse enxugamento chegamos a 208 mil servidores atualmente. Isso com vários direitos retirados. Significa dizer que o Congresso do jeito que está é o parceiro das grandes corporações e das elites brasileiras, do modelo neoliberal e está passando a boiada em muitas coisas. E será necessária uma grande reconstrução para debelar todo o estrago que está sendo feito”, diz Hebert.

“Costumamos dizer que recesso de meio de ano não tem movimento dentro do Congresso, mas todos os temas que o Congresso trata estão em discussão política de bastidor”, observa Vladimir Nepomuceno.

Ele explica que a CPI apenas parou em relação à realização de audiências, mais que internamente continuará trabalhando e muito. “Nestas duas semanas serão 7 assuntos distribuídos um para cada grupo e com o apoio de especialistas e juristas para serem analisados. Tem muito material e depoimentos recolhidos, muitos vídeos e áudios, muita coisa para ser trabalhada. Assim, no início de agosto a CPI já terá alinhavado quais serão os próximos passos junto com a retomada das audiências. E depois que voltar do recesso terá três meses para concluir tudo.”

Quanto a reforma administrativa, Vladimir afirma que a paralisação dos trabalhos e uma possível demora é bom para os servidores.

“Sobre a reforma administrativa é bom para nós que pare. Quanto mais ela demorar para tramitar e for mais sendo afastada no calendário, ser jogada para ano que vem, melhor. Assim como a CPI, as audiências públicas serão retomadas na primeira semana de agosto”.

Em relação a CPI, Hebert diz que as denúncias continuarão a surgir para enfraquecer mais ainda Bolsonaro. 

“Nessas duas semanas de recesso além das reuniões e das articulações que vão acontecer, a imprensa vai continuar denunciando e apresentando mais elementos que vão minando cada vez mais a imagem do presidente, principalmente em relação a presença da corrupção no seu governo e no envolvimento de militares”. 

Na sua opinião, a CPI revelará ainda mais provas para o impeachment.

“A CPI trará elementos para o convencimento da população pelo impeachment. A cada dia está ficando cada vez mais claro, mas o crucial é a população na rua, o povo voltando a se manifestar e exigindo o impeachment com a palavra de ordem Fora Bolsonaro”, afirma Hebert.

 

 

 

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