Alerta de especialistas: A pandemia é imprevisível e aglomerar é um perigo

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Especialistas alertam para a necessidade de todos se vacinarem, manter a rotina de higienização das mãos e o distanciamento social  

Praia, feriadão, festa, futebol, viagens… Quem não gosta? O problema é que a pandemia do novo coronavírus ainda não acabou e muita gente está abusando da gradativa flexibilização que está ocorrendo, por conta do avanço do número de vacinados contra a Covid-19. 

Segundo os especialistas, o coronavírus é imprevisível, e não está sendo levada em conta a possibilidade de surgimento de novas variantes. Por isso recomenda que as pessoas se vacinem, usem máscara e mantenham o distanciamento social para que haja o efetivo controle da pandemia. 

Alertas dos especialistas 

O virologista e professor do Instituto de Microbiologia da UFRJ, Davis Ferreira – um dos pesquisadores que integra o Grupo de Trabalho (GT) Multidisciplinar sobre a Covid-19 e a equipe do Plano de Contingência da universidade –, explica que, “apesar da diminuição no número de óbitos, é preciso lembrar que isso se deve principalmente à vacinação.” 

E faz o alerta: “A principal variante circulando no Estado, denominada Delta, é mais transmissível do que as variantes anteriores. Portanto, é importante entender que temos que observar a doença e a transmissão de forma separada. Mesmo que observemos uma quantidade menor de pessoas hospitalizadas, ainda temos um grande número de pessoas transmitindo o vírus, embora assintomáticos”.  

Segundo o especialista, “isso significa que quanto mais relaxarmos no uso de máscaras faciais, higienização das mãos e distanciamento, maior a probabilidade de levarmos o vírus a pessoas que, por alguma razão, estão mais vulneráveis e podem evoluir para a forma grave da Covid-19 e ir a óbito”. 

Ele faz questão de frisar que não é contra o retorno presencial, mas, “desde que as regras estabelecidas pelo Manual de Biossegurança da UFRJ sejam mantidas”. 

A pandemia, acrescentou Davis Ferreira, é uma situação muito fluída, e pode mudar a qualquer momento caso haja a introdução de nova variante. “Enquanto esperamos pelo melhor, continuemos a adotar cuidados, nos protegendo e protegendo aos nossos vulneráveis. Em caso de aglomerações, estas devem acontecer com restrições para minimizar os riscos. Não, a pandemia ainda não terminou, mas quem sabe veremos a luz no fim do túnel? Vamos ter um pouco mais de paciência”, concluiu Davis Ferreira. 

Em depoimentos à BBC News, nesta segunda-feira, 27, o pesquisador da Fiocruz Leonardo Bastos diz: “Vimos (com a vacinação) uma redução consistente nos casos e nos óbitos (em consequência da Covid-19). Agora, não temos certeza se esse patamar será aceitável ou ainda estaremos com muitas hospitalizações e mortes por infecções respiratórias todos os dias”.   

Outros dois cientistas da UFRJ — Alberto Chebabo e Amílcar Tanuri –, em recente entrevista ao Jornal do Sintufrj (Edição 1340, p7), seguem na mesma linha de alerta sobre a necessidade de manter todos os cuidados recomendados pelas autoridades sanitárias. 

Assim como Davis Ferreira, eles integram o Grupo de Trabalho Multidisciplinar da UFRJ sobre a Covid-19, criado logo no início da pandemia com a missão de abastecer com informações e orientações sobre o novo coronavírus a comunidade universitária e a sociedade em geral.

 

 

 

 

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