Campanha salarial ganha fôlego

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A campanha pela recomposição salarial emergencial de 19,99% dos servidores públicos federais ganha força nesse mês de março. Há paralisação nacional dia 16 e indicativo de greve para 23 de março. Já para a próxima semana há duas datas fortes de mobilização: o dia 8 de março, o #8M, na terça-feira, com intensa participação dos servidores nos atos nas cidades do país fortalecendo o Dia Internacional das Mulheres e #8MForaBolsonaro; e o dia 9, na quarta-feira, quando será lançado o comando nacional de construção e mobilização da greve.

Atos presenciais e virtuais vão marcar o Dia Internacional das Mulheres neste 8 de março em todo o país. As mulheres estarão nas ruas pelo fim do governo Bolsonaro, por um Brasil sem machismo, racismo e fome! E os servidores estarão juntos. É o #8MForaBolsonaro e #8MBolsonaroNuncaMais. Para o 8M no Rio de Janeiro está marcado um grande ato, com concentração às 16h na Candelária e marcha às 18h. 

A Assembleia do Sintufrj, ocorrida na sexta-feira, 25 de fevereiro, deliberou que o sindicato e seus trabalhadores irão reforçar o calendário geral de mobilização do funcionalismo e de todos os atos e mobilizações contra o governo Bolsonaro, incluindo-se o dia 14 de março, data do assassinato da vereadora Marielle Franco. Na assembleia, os trabalhadores avaliaram que a principal tarefa do movimento de toda a classe trabalhadora deve ser a derrota desse governo e de sua política. 

Haja vista a política em curso de Bolsonaro – que além de não resolver os problemas políticos, econômicos e sociais – aumenta a miséria, a fome e o desemprego. Já para o funcionalismo o aceno que Bolsonaro faz de reajuste, o último foi de R$400,00 no “vale-alimentação”, tem motivação eleitoreira e pode causar impacto nas categorias. O seu governo e suas táticas não devem ser desprezados.

Assim, para combatê-lo se faz necessário construir mobilizações de rua e outras ações políticas que permitam a organização dos processos de luta – pois todos eles são essenciais. A greve unificada do funcionalismo dos servidores federais faz parte desse processo de luta contra o governo Bolsonaro.

Calendário

8 de março – Dia Internacional de Luta das Mulheres. Atos presenciais e virtuais em todo o país. No Rio, concentração na Candelária às 16h e Marcha às 18h

9 de março – Lançamento do comando nacional de construção e mobilização da greve

16 de março – Dia Nacional de Paralisação. Ato nacional em Brasília e atos em todo o país 

23 de março – Indicativo da Greve Nacional do Funcionalismo Público

Cinco anos sem reajuste

A campanha unificada dos servidores públicos federais reúne o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), do qual a Fasubra faz parte, e o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate). 

As entidades protocolaram no dia 18 de janeiro ofício com a reivindicação de reposição salarial de 19,99%, correspondente apenas às perdas inflacionárias nos três anos de governo Bolsonaro, e não obtiveram ainda nenhuma resposta. 

Este é apenas um reajuste emergencial, pois os trabalhadores do serviço público federal estão com salários congelados desde 2017 e amargam perdas salariais, acumulando uma defasagem salarial, de, ao menos, 49,28%!

 

FOTO: Divulgação/FASUBRA

 

 

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