Consultoria de militares que propôs acabar com o SUS ganhou R$ 170 mil da Codevasf

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Instituto Sagres, chefiado por oficiais da reserva, recebeu verba de estatal do governo federal para realizar evento, revela BdF. Codevasf é chefiada pelo Centrão de Arthur Lira e Ciro Nogueira

 Publicado: 25 Maio, 2022 – 10h47 | Última modificação: 25 Maio, 2022 – 16h57 | Escrito por: Redação CUT | Editado por: Marize Muniz

REPRODUÇÃO

Instituto Sagres, uma das organizações militares que ajudaram a elaborar o chamado Projeto de Nação que defende o fim do Sistema Único de Saúde (SUS) e das universidades públicas, pressupondo a permanência dos militares no poder até 2035, recebeu R$ 170 mil da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em junho de 2021, revela o repórter Paulo Motoryn, do Brasil de Fato.

Militares propõem fim da gratuidade no atendimento do SUS e do ensino superior a partir de 2025 

A Codevasf, que aparece em mais essa ação entre amigos, é presidida por Marcelo Moreira Pinto. Ele foi indicado para o cargo pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) e pelo ministro-chefe da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP-PI), líderes do Centrão.

Desde que foi ocupada pelo Centrão, a Codevasf se envolveu em vária denúncias de corrupção, entre elas, a venda superfaturada de veículos compactadores de lixo, a compra de kits robótica para escolas sem internet e sem água de Alagoas e o #BolsolãoDoAsfalto – uma construtora com sede em Imperatriz (MA) ganhou todas as licitações, inclusive em estados onde não atuava, concorrendo sozinha ou com empresas de fachada registrada em nome do irmão dos sócios.

De acordo com a reportagem do BdF, o Instituto Sagres, que formalmente é uma empresa chamada Sagres – Política e Gestão Estratégica Aplicadas, recebeu os R$ 170 mil do Executivo em duas ordens de pagamento diferentes, uma de R$ 161,5 mil e outra de R$ 8,5 mil.

Vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, então chefiado pelo ex-ministro Rogério Marinho (PL), que se exonerou do cargo para ser candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte, a Codevasf enquadrou o gasto como apoio ao “desenvolvimento sustentável local integrado”. Marinho também foi ciitado no Bolsolão do Asfalto.

Ainda segundo a reportagem, de acordo com a descrição que consta no Portal da Transparência, a Codevasf repassou a verba ao Instituto Sagres como patrocínio pela realização do Fórum de Desenvolvimento do Semiárido, uma iniciativa em parceria com a Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido. O evento foi realizado em Mossoró (RN) em dezembro de 2020, com a participação do vice-presidente Hamilton Mourão.

A organização do evento foi delegada ao instituto pelo deputado federal General Girão (PL-SP), coordenador da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido, criada em maio de 2019. O Sagres é presidido pelo general-de-divisão Raul José de Abreu Sturari, reformado em 2003. De fevereiro de 2019 a abril de 2021, ele foi secretário parlamentar na Câmara, justamente no gabinete de Girão.

Leia aqui a íntegra da reportagem do Brasil de Fato.

 

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