MNU reelege uma sindicalista para seu comando nacional e amplia suas coordenações

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O 19o Congresso Nacional do Movimento Negro Unificado (MNU), realizado de 12 a 15 de maio, em Recife (PE), deliberou como tarefa principal construir um projeto político para o povo negro no Brasil. O movimento pretende também ser referenciado como principal instituição representativa do povo negro e quer consolidar sua ação em todas as instâncias onde existam militantes.

“É crescer e construir”, afirma Noemi de Andrade, coordenadora do Sintufrj e delegada ao evento pelo Departamento de Raça e Gênero da entidade. “Isso é para provar que para o povo preto, o 13 de maio é dia de luta. Estamos buscando reparação por uma abolição que não aconteceu. Nossa luta ainda é diária contra o racismo excludente”, complementa.

O Congresso contou com a participação de mais de 300 delegados. 

Fora Bolsonaro!

Além de Noemi, foram delegados pelo Departamento de Raça e Gênero do Sintufrj Denise Góes e Vitor Matos. Para Denise, que é coordenadora da Câmara de Políticas Raciais da UFRJ, o MNU sai do seu 19º congresso com uma tarefa fundamental, que é a derrubada de Bolsonaro.

Noemi ao lado de Denise Góes e Vitor Matos, integrantes da Câmara de Políticas Raciais da UFRJ

“As políticas de Bolsonaro incidem fortemente para a pauperização da população negra. O restabelecimento do diálogo com um governo democrático popular se faz imperioso neste momento, para o avanço de muitas de nossas pautas.”, avalia.

 

Nova direção  

 

Os participantes reelegeram para a coordenação nacional do MNU, Ieda Leal. Ela é professora, presidente da CUT Goiás, integrante da Secretaria de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego). A pauta das mulheres terá prioridade. 

“Tendo à frente mais mulher e com a formação da nova coordenação, o MNU se coloca como uma organização que tem a tarefa de dar encaminhamentos a uma extensa pauta tirada no congresso pelas mulheres, que se reunirão em um Seminário Nacional de Mulheres em breve, destaca Denise. “Com coordenações de Juventude, Educação, Formação, Organização, Comunicação, LGBTQIA+, Relações Internacionais e tantas outras que perfazem o foco de nossa atuação”, elenca a militante. “O MNU sai deste congresso com as forças renovadas para continuar referendando a luta negra no Brasil”, conclui. 

 

 

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