‘Ocupa Praia Vermelha’ mobiliza comunidade universitária

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Dezenas de estudantes e trabalhadores docentes, técnicos-administrativos e terceirizados ocuparam o campus da Praia Vermelha, na manhã desta segunda-feira, dia 27,  em protesto contra os cortes no orçamento das universidades federais promovidos pelo governo negacionista de Bolsonaro.

O movimento, chamado “Ocupa Praia Vermelha” foi aberto com uma reunião comunitária com representantes do Andes-SN, da Adufrj, do Sintufrj e da UNE, sob uma enorme tenda na praça central do campus. Debates à tarde sobre os cortes e a defesa da Educação(às 14h30) e do SUS e dos HUs (às 16h, com a presença da coordenadora do Sintufrj Everlainy Oliveira)completaram a programação.

Na sua intervenção, Everlainy, que conhece bem a experiência da Ebserh na UFMG, disse que a empresa “ não trouxe ampliação de vagas e leitos. Trouxe sim muita exploração e disputa interna com a gerência de vínculos de trabalhodiversos”.Everlainy éservidora do IPPMG e suplente da diretoria do Sintufrj.

Sara Granemann, do Movimento Barrar a Ebserh na UFRJ, afirmou que a comunidade universitária tem a enfrentar dois ataques à UFRJ neste momento.

“O interesse imobiliário na Praia Vermelha e a entrega de nove hospitais universitários à Ebserh”.

Cortes

O coordenador geral do Sintufrj Esteban Crescente, exemplificou como os cortes refletem na vida de estudantes,por exemplo, na falta de assistência estudantil, e de trabalhadores, quando o governo nega 19,99% que nada mais é que a reposição da inflação de seis anos se reajuste.

“A UFRJ não pode fechar suas portas por uma falta de verbas que não existe, verbas” disse Carla Ferreira, da Escola de Serviço Social que conduziu a mesa junto com o presidente da Adufrj João Torres.

Torres comentou que os cortes de verbas da universidade federais são ilegais e que o argumento de que não há recursos é falso.

Miguel Hauer, diretor da UNE, apontou que na universidade reside uma das principais trincheiras na luta contra o governo que não tem nenhum apreço pela democracia.

Marcos Klemz, segundo secretário regional Rio do Andes SN lembrou: “O Risco é real”, indicando a necessidade de fortalecer a mobilização.

O professor Luiz Acosta destacou a necessidade de revogação da Emenda Constitucional 95 (do teto de gastos) e de continuar a luta contra a reformaadministrativa.

Propôs um ato unificado dos movimentos, com a participação dos reitores diante da possibilidadede auniversidade fechar em agosto.

Orçamento

Mathias Luce (Escola de Serviço Social,UFRJ), Elisabeth Barbosa (UFF), Aline Caldeiras (coordenação mesa), Cláudio Rezende (FAU) comandaram a palestra sobre os cortes orçamentários e a defesa da educação, da ciência e da tecnologia.

O professor Mathias reiterou a necessidade da formação de um comitê permanente de mobilização da UFRJ para fazer frente ao estrangulamento orçamentário.

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