Unirio suspende atividades por supostas ameaças

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Nesta segunda-feira, 20, por conta de supostas ameaças à integridade física da comunidade universitária feitas pela internet, a Reitoria da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) determinou a suspensão das atividades acadêmicas e administrativas nos campi 436 e 458, que ficam próximos à Escola de Guerra Naval, na Praia Vermelha.

O suspeito é um estudante do curso de Sistemas de Informação da universidade, que auto identificado como incel (celibatário involuntário) — grupo formado por homens com discurso de ódio e misoginia em fóruns da internet. Ele teria publicado, em uma plataforma de vídeos, ameaças de massacre nesses campi, mas logo em seguida removido.

Mas, antes das ameaças serem apagadas, estudantes fizeram prints (captura de tela) dos posts e gravaram um dos vídeos postados. Esse material foi entregue à Ouvidoria da instituição e o fato registrado em boletim de ocorrência de forma coletiva. Houve também relatos de que a mesma pessoa havia feito uma live no domingo, 19, à noite, mas também apagou.

Decisão

A Unirio informou que poderá prolongar o fechamento dos campi por segurança da comunidade universitária. A decisão de adotar as medidas de precaução foi em conjunto com os decanos do Centro do Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET), do Centro de Letras e Artes (CLA), do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCH) e do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Também estão fechados a Biblioteca Central e o Restaurante Universitário.

A Associação dos Servidores Técnico-Administrativo informou que está apurando informações, e o DCE pretende divulgar uma nota.

Discurso de ódio

“Todo mundo ficou com muito medo”, disse uma estudante sobre o conteúdo da live no domingo. “Ele teve seus cinco minutos de fama, porque muitas pessoas assistiram a live. Mas, no meio disso tudo, outro problema: houve quem apoiasse o apoiasse, dizendo que tem que matar um monte de gente e que se ele prometeu vai ter que cumprir. Também houve comentários de cunho racista e homofóbico. O episódio mostrou a existência de preconceituosos e criminosos dentro da universidade. Felizmente não é a maioria”, acrescentou a jovem.

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