Pressão no governo para melhorar proposta

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Governo marcou para esta terça-feira, 7 de março, manifestação sobre as reivindicações dos servidores

Assembleia Geral: 14 de março, terça-feira – Bloco A do CT, às 10h

 

Os servidores aguardam com expectativa para terça-feira, 7 de março, a contraproposta do governo de reajuste emergencial de salários, depois de rechaçarem a proposta inicial de 7,8% a partir de março, após 7 anos de congelamento salarial.

A reposição linear proposta pelo governo viria acompanhada da reposição

de 44% do auxílio-alimentação, que passaria dos atuais R$ 458/mês para R$ 658/mês.

O governo alega que só há no orçamento aprovado pelo Congresso R$ 11,2 bilhões para atender os servidores. Com essa dotação, só seria possível o reajuste de 7,8%, uma vez que até o reajuste do auxílio- alimentação seria

deduzido dos referidos R$ 11,2 bilhões.

 

Os servidores sustentaram na mesa de negociação que existem diversas fontes para compor os recursos necessários para atender os servidores.

Em nota, o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) afirma também ser inadmissível que a reposição do auxílio-alimentação seja deduzida da verba de pessoal, uma vez que o benefício

pertence à rubrica “verbas de custeio”.

Os servidores observam que as negociações não podem ser limitadas à determinação da LOA (Lei Orçamentária Anual). E lembram os quase dois

trilhões de reais do orçamento destinados ao pagamento de juros e

amortizações da dívida pública. O governo deve rever as prioridades

políticas, diz a nota Fonasefe. A valorização dos servidores resulta em

melhor serviço público para a população. Nesse sentido é investimento, não é gasto.

 

A saga das negociações

– Desde o fi m do ano passado que as entidades de servidores se movimentam em busca de negociação para suas reivindicações

DEZEMBRO DE 2022 – Reunião com o relator do Orçamento da União para 2023, senador Marcelo Castro (MDB/PI).

– 7 DE FEVEREIRO – Com a presença de oito ministros, é instalada a Mesa Permanente de Negociação.

– 16 DE FEVEREIRO – Primeira reunião de fato do governo com representantes do Fonasefe e Fonacate.

– 28 DE FEVEREIRO – Nova rodada de negociação com uma nova dinâmica que descaracterizou o formato da reunião anterior

com a participação de dezenas de entidades.

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