Com a participação presencial da categoria no Fundão, Praia Vermelha e Macaé, a assembleia geral do Sintufrj simultânea e transmitida pelas redes sociais da entidade nesta quarta-feira, 25 de junho, elegeu 14 delegados à 13ª Plenária Estadual da Central Única dos Trabalhadores, que será realizada dias 29 e 30 de agosto. O líder petroleiro e secretário de Organização Política da CUT-RJ, Alessandro Trindade, fez parte da mesa, que foi dirigida pelos coordenadores-gerais Francisco de Assis e Esteban Crescente, e a coordenadora de Aposentados(as) e Pensionistas, Selene Vaz.
O Dia Nacional de Luta, nesta quinta-feira, 26, foi também assunto na assembleia. O Sintufrj convocou a categoria para participar das ações organizadas pela entidade. São elas: às 9h30, manifestação na sessão do Conselho Universitário (Consuni) de pressão pela concessão da aceleração aos aposentados e de cobrança para adoção de medidas urgentes contra a precarização do prédio do Colégio de Aplicação. Desde segunda-feira, 23, os alunos estão sem aulas devido à queda de parte do muro da unidade. Às 17h, na Cinelândia, ato final da Caravana Glauber Fica –movimento de luta contra a cassação do mandato do parlamentar pela direita e extrema direita no Congresso.
Plenária cutista
O Sintufrj é filiado à CUT desde que foi fundado, em 1987, e deixou de ser Associação dos Servidores da UFRJ (Asufrj), criada no dia 11 de junho de 1960. A Central Única dos Trabalhadores continua sendo considerada a maior central sindical da América Latina e a quinta maior do mundo de acordo com a própria CUT. Além de representar milhares de trabalhadores e trabalhadoras em diversos setores da economia, a central sindical é reconhecida pela sua influência no cenário político e social brasileiro.
Delegação
A assembleia aprovou a proposta de chapa única — “Unidade na Luta” –, composta pelas forças políticas Unir, Movimento Luta de Classes e Ressignificar, e independentes. “Temos que ter consciência da importância da luta de classes, da luta sindical e da Central Única dos Trabalhadores”, afirmou o representante da CUT. Segundo o dirigente, o Congresso é atualmente quem mais ataca os trabalhadores e o principal inimigo da sociedade brasileira.
Alessandro fez uma lista do patrimônio da Petrobrás vendidos, e a baixo custo, nos governos do golpista Temer e do fascista Bolsonaro –refinarias, oleodutos, canais de passagem de gás, entre outros bens, como a BR Distribuidora (“Somos a única
Propostas aprovadas na assembleia
. Adesão às paralisações de 48 horas nas datas indicadas pela Fasubra.
. Convocação pelo Sintufrj do Fórum de Servidores Federais do Rio de Janeiro para pautar a organização da luta contra a reforma administrativa.
. Sintufrj deve levar à 13ª Plenária Estadual da CUT e à 17ª Plenária Nacional da CUT, a pauta de reivindicações e as deliberações da Fasubra.
Avaliações
O coordenador-geral do Sintufrj e coordenador de comunicação da Fasubra, Francisco de Assis, fez uma síntese do resultado da plenária nacional da federação, realizada de 13 a 15 de junho, em Brasília. “Foi aprovado paralisação de 48 horas pelo cumprimento do acordo de greve; plenária emergencial virtual em junho e plenária presencial na primeira quinzena de agosto para debater a conjuntura nacional e o indicativo de greve; redução da jornada semanal de trabalho também para os terceirizados, entre outras deliberações”. (Veja o ID 16/2025 da Fasubra).
Como dirigente da Fasubra, Assis destacou o papel da CUT nas conquistas da greve da categoria: “Se não fosse a Central Única dos Trabalhadores nós teríamos ficado na negociação inicial com o governo, que apontava R$ 1,8 bolhão de recursos para atender nossas reivindicações. E foi o campo cutista que a gente buscou para ter acesso ao Congresso, porque uma parte do PT não queria abrir o diálogo com os trabalhadores, achando que que isso desgastaria o governo. Mas nós tivemos diálogo e arrancamos do Congresso e da base do PT, o compromisso que chegou a R$ 4,2 bilhões para o nosso termo de acordo que foi assinado e que deu as acelerações para quase todo mundo”.
Ao fazer uma avaliação da plenária da Fasubra, Esteban Crescente, coordenador-geral do Sintufrj e militante do movimento Luta de Classes, considerou um equívoco a não aprovação da proposta de deflagração de greve pela categoria em julho, para exigir que o governo cumprisse integralmente o acordo assinado.
“Foi avaliado que se deveria acumular mais forças até uma nova plenária em agosto. Nesse sentido, a agenda de lutas aprovada é fundamental e foi tirado 48 horas de paralisação na primeira e segunda quinzenas de julho. Temos que trabalhar para isso. Peguem o jornal do sindicato e leve nos setores. Chame para a mobilização de rua desta quinta-feira e no Consuni para reivindicar que seja implementado pela UFRJ o que está no acordo e já foi cumprido por outras universidades”, orientou Esteban.





