Plenária nacional da Fasubra de 13 a 15 de junho vai avaliar conjuntura, após reunião do governo dia 12
fotos: RENAN SILVA
Intensificar as ações de mobilização visando a evolução do estado de greve dos técnicos-administrativos em educação da UFRJ para deflagração do movimento grevista pelo cumprimento dos itens ainda não atendidos do acordo foi decisão unânime dos presentes na assembleia simultânea do Sintufrj (Fundão, Macaé e Praia Vermelha) e com transmissão pelas redes sociais da entidade, nesta terça-feira, 4, no Espaço Cultural. Várias propostas foram aprovadas apontando nesse sentido.
Também será decisivo para essa tomada de decisão, as deliberações da plenária nacional da Fasubra de 13 a 15 de junho. A avaliação de conjuntura dos delegados que representarão suas bases (o Sintufrj participará com oito eleitos em assembleia) terá também como ponto de reflexão, a postura do governo na mesa unificada de negociação dos servidores federais, no dia 12 de junho, sobre a pauta conjunta da Campanha Salarial 2025.
A recuperação financeira da instituição continua sendo preocupação dos trabalhadores. “Não podemos deixar de comemorar os ganhos, frutos de muita luta e do engajamento de muitos trabalhadores. Mas a gente precisa lutar para que a UFRJ não caia na nossa cabeça”, alertou uma companheira da Praia Vermelha.
Agenda de luta é o que não falta!
A disposição de luta da categoria, da direção sindical e colaboradores da gestão que movimentou os últimos dias foi saudado pelo coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente. “Fomos atrás de todas as unidades hospitalares onde a Ebserh esteve se apresentando comemorando um ano de gestão”, informou.
Segundo o dirigente, “a categoria tem que aderir a agenda de lutas do sindicato. O que não falta é agenda de enfrentamento”. E propôs que, caso o governo não retorne com o grupo de trabalho do PCCTAE (na reunião de 23 de maio, além de negar tudo na negociação com a Fasubra, ainda o governo encerrou o GT), seja aprovado o indicativo de greve para a primeira semana de julho. “A conjuntura não é estática e a classe trabalhadora muda a conjuntura no bojo do enfrentamento”, disse.
O coordenador-geral do sindicato e coordenador de Comunicação da Fasubra, Francisco de Assis, afirmou: “A gente quer ir para cima para que todos ganhem o que conquistamos. A Fasubra apontou um cenário de mobilização. A gente não faz greve por decreto ou por vontade própria. Eu quero proteger a categoria e não o governo”. E entre as ações de mobilização, propôs ir ao reitor da UFRJ reivindicar que se cumpra a aceleração dos aposentados.
“Os aposentados não podem ser preteridos em relação ao reposicionamento e a racionalização, que não abrange todos eles”, acrescentou o coordenador de Educação, Cultura e Formação Sindical, Edmilson Pereira.
“Estamos numa conjuntura difícil. Temos um governo de coalizão que ora tende para a esquerda, para atender a população, ora para os donos capital, atendendo a extrema direita, a direita e o Centrão no Congresso Nacional. Eles querem a reforma administrativa, mas não concordam com o governo que quer começar pelos supersalários”, analisou uma aposentada.
“Conseguimos um passo importante com a aceleração. O governo teve uma postura ruim, mas não é possível vislumbrar uma greve de imediato. O RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências) está prometido para 2026. Uma greve isolada é enfraquecida”, ponderou um técnico-administrativo.
O QUE FOI APROVADO
1 – A assembleia dos trabalhadores e trabalhadoras da UFRJ compreende ser necessária a intensificação das ações de elucidação dos termos do acordo de greve não cumpridos e a mobilização durante o estado de greve, para fortalecer a pressão sobre o governo e o congresso.
2 – Sintufrj seguir o estado de Greve, construindo mobilização.
3 – Reativar as reuniões do GT de Mobilização para construção das ações futuras.
4 – Criar um GT para estudo e propostas para o PDI-UFRJ.
5 – Produzir nota para a população explicando a situação da UFRJ e distribuir nas unidades hospitalares.
6 – Sintufrj deve participar da mobilização do Plebiscito Nacional das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo pela Redução da Jornada de Trabalho, Fim da Escala 6×1 e Taxação das Grandes Fortunas. Levar esta defesa à Fasubra.
7 – Ato dos aposentados no Conselho Universitário (Consuni) pela pauta entregue à Reitoria e que até o momento não teve resposta. Tirar na reunião de aposentados uma comissão para tratar com a Pró-Reitoria de Pessoal da aceleração.
8 – Propor a construção de operação tartaruga para os segmentos da categoria atingidos pela pauta da racionalização dos cargos. Sintufrj deve convocar reunião para organizar a ação.
9 – Lutar na UFRJ para consolidação da implementação da hora ficta.
10 – Fortalecer a luta contra o assédio moral e reafirmar a resolução Fora Sara na direção da CPST.
11 – Reforçar na Fasubra a luta pela isenção do imposto de renda na faixa até R$ 5.000.
12 – Mobilizar a comunidade acadêmica e as entidades Adufrj, DCE e APG para luta conjunta em defesa das demandas de infraestrutura na UFRJ.
13 – A direção do Sintufrj deve investir em equipamentos para a perfeita transmissão simultânea de assembleias e outros eventos para a categoria.
14 – Pauta específica da Fasubra:
. Priorizar que o RSC conste da Lei 11.091/2005.
. A pauta das 30 horas deve ser transferida para o MEC.
. Retomar a equiparação entre os níveis de classificação.
Pauta geral para a Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) de unidade do Serviço:
. Equiparação do auxílio alimentação e auxílio nutricional com os valores pagos ao Legislativo e Judiciário.
. Data-base.
15 – Cobrar do governo a apresentação dos estudos do impacto financeiro e estrutural para a negação da implementação do acordo de greve.






