Qual o balanço nos hospitais da UFRJ em um ano de adesão à Ebserh? Sindicato faz protesto em reunião na Maternidade Escola e coordenadores apontam críticas

Foto e vídeo: Renan Silva

Em reunião realizada na manhã desta terça-feira, dia 3 de junho, que reuniu o corpo social local no salão nobre da Maternidade Escola (ME), em Laranjeiras, o superintendente Geral do Complexo Hospitalar, Amâncio Paulino de Carvalho, e o diretor local, Joffre Amim, abordaram avanços, metas e desafios neste um ano de adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). O contrato foi assinado em 6 de junho de 2024 e a empresa assumiu a gestão de três unidades, além da ME, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e o Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira (IPPMG), ambos no Fundão.
Coordenadores do Sintufrj estavam presentes e, depois de distribuírem panfletos e cartazes, teceram uma série de críticas à atuação da empresa nos hospitais. Manifestara-se em particular na defesa dos direitos dos trabalhadores das unidades. Veja no vídeo a seguir:
Precarização das condições de trabalho, aumento de custos, redução do acesso à saúde pública, desmonte de serviços e descaso com acidentes de trabalho, entre outras medidas, estão, segundo os coordenadores, impactando a qualidade do serviço e a saúde dos trabalhadores. Os coordenadores apontam também falta de transparência, de diálogo e respeito aos servidores RJU
“O Sintufrj entende que seja importante a nomeação de uma comissão de fiscalização e acompanhamento da execução do contrato”, informa o documento distribuído pela entidade que reivindica, entre outros pontos, eleições democráticas na escolha dos gestores garantia dos direitos dos trabalhadores (as), liberação dos trabalhadores (as) que não querem permanecer na gestão da Ebserh, manutenção da SESSAT e a garantia dos exames periódicos dos trabalhadores (as).
“O sindicato nunca foi contrário aos trabalhadores da Ebserh, somos contrário ao modelo” que a Ebserh representa, diz Francisco de Assis, coordenador-geral do Sintufrj. “Nossa disputa agora é como garantir o direito dos trabalhadores do RJU. Temos críticas e vamos continuar fazendo o nosso papel, para que se cumpram as promessas que foram feitas”, completou.
Esteban Crescente, outro coordenador geral da entidade, faz um relato das queixas da base de técnicos administrativos da Maternidade Escola que apontaram problemas como a falta de material adequado (até fraldas) e conflitos nas relações de trabalho. O sentimento geral, contou, é de que em muitos aspectos a situação não melhorou e que há, inclusive sobrecarga de trabalho.
O balanço deste um ano de adesão à Ebserh prosseguirá amanhã, com reunião no Instituto de Puericultura e Pediatria (IPPMG) e, no dia 5, no HUCFF.
Veja a manifestação de coordenadores na conclusão da atividade;




