Servidores vão ao Consuni para sacramentar o protesto contra as exigências da Ebserh
Na quinta-feira, 23 de outubro, os trabalhadores do Regime Jurídico Único (RJU) do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) vão lotar a sessão do Conselho Universitário (Consuni) para, em alto e bom som, informar à Reitoria que não usarão o crachá da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares Ebserh).
A mobilização no Consuni também incluirá outras ações, que foram aprovadas pelos profissionais do IPPMG durante a reunião com o Sintufrj, na terça-feira, 6, no pátio das ambulâncias. Nesse dia, será entregue à Reitoria a relação dos técnicos-administrativos que reivindicam a saída da unidade por insatisfação com a gestão da Ebserh e que o ponto facial continue sendo adotado somente para quem faz o Adicional de Plantão Hospitalar (APH).
Atuação do Sintufrj
“Nossa primeira atitude será enviar um ofício à Reitoria comunicando que o servidor RJU da UFRJ não usará crachá da Ebser”, informou o coordenador-geral do Sintufrj, Francisco de Assis, aos trabalhadores do IPPMG. “Temos atuado para abrir diálogo com a Reitoria sobre a movimentação de trabalhadores das três unidades hospitalares sob gestão da Ebserh: IPPMG, Hospital Universitário e Maternidade Escola, mas não temos dito respostas.
A coordenadora sindical e enfermeira do IPPMG, Luciana Borges, reafirmou as dificuldades que o Sintufrj tem tido para negociar com a Reitoria, qualquer tema de interesse da categoria. Ela citou como exemplo a hora ficta. “Solicitamos uma messa com o reitor há três meses, sem retorno. Se não conseguirmos com negociação, vamos judicializar”, afirmou.
“Há muita luta a ser feita; o contexto é de reação e mobilização”, disse o dirigente, que também criticou a burocratização imposta pela Ebserh para a assistência à população: “até uma gripe de um paciente para ser tratada tem que passar pelo Sisreg (Sistema Nacional de Regulação)”.
A mesa de negociação que o Sintufrj quer agora é com o reitor Roberto Medronho é o superintendente-geral da Ebserh na UFRJ, Amâncio Paulino. Decisão aprovada pelos profissionais do IPPMG. A intenção da direção sindical é unir e mobilizar a categoria nas três unidades administradas pela empresa para garantir o atendimento das reivindicações comuns.
“A identidade do RJU não pode ser alterada. Essa decisão que os novos gestores querem nos impor pode ser o pontapé inicial para uma coisa maior”, alertou a técnica de enfermagem e uma das representantes da categoria no Consuni, Gerly Miceli. “Estamos adoecendo, porque não sentimos mais prazer nenhum em vir para cá. Quem não quiser ficar no IPPMG tem que ser liberado”, reafirmou o desejo dos colegas nessa situação, a servidora.
28,86%
Luciana e Assis aproveitaram a oportunidade para atualizar os informes sobre os 28,86%. Eles disseram que estão pressionando para abertura de uma mesa de negociação a Advocacia Geral da União (AGU) para discutir a cobrança de honorários de sucumbência. “É um absurdo o que estão fazendo com os servidores da UFRJ. Eles (advogados da AGU) ganham até mais de R$ 30 mil e ainda querem o dinheiro da gente”, denunciou o coordenador do Sintufrj.
A luta pelo cumprimento integral do acordo de greve assinado pelo governo também entrou na pauta dos informes. “A preocupação é garantir o que conquistamos, que inclui o reajuste de 2026,” lembrou Luciana.





