Estatueta de bronze é prêmio máximo concedido no Festival de Gramado, o principal do cinema brasileiro
Mauro Lúcio, editor audiovisual da Central de Produção Multimídia da Escola de Comunicação (ECO), mostra com orgulho o Kikito – estatueta que simboliza um dos mais importantes eventos cinematográficos do Brasil.
O curta-metragem brasileiro “Samba Infinito”, do qual foi montador (e dirigido por Leonardo Martinelli), foi um dos vencedores do 53º Festival de Cinema de Gramado em 2025, conquistando o troféu Kikito de Melhor Filme da categoria pelo Júri Popular, além dos prêmios de Melhor Montagem e Melhor Direção de Arte.
“Esse Kikito é meu! Está comigo aqui em casa, pois fui o montador do filme”, comemora Mauro.
A história acompanha um gari durante o carnaval do Rio de Janeiro que se encontra entre o luto pela morte de alguém e a busca por um novo começo, em meio à energia vibrante da festa. O curta tem participação especial de Camila Pitanga e Gilberto Gil e teve sua estreia mundial em Cannes (Semaine de la Critique).
“Samba Infinito” foi selecionado para o Festival do Rio (Hors Concours) com exibição no início de outubro. “É uma ótima chance de ver o filme em tela grande de cinema, uma oportunidade rara.”
Esse curta-metragem é a 3ª parceria de Mauro com Leonardo Martinelli.
Lobo veloz
Nesse momento, Lobo Mauro, em parceria com seu colega de CPM, C. Ricardo, também editor audiovisual, estão dirigindo e montando um curta com o casal emérito Muniz Sodré e Raquel Paiva, sobre o grotesco nos dias de hoje. Em 2002 o casal escreveu o livro “O Império do Grotesco”.
“Vamos finalizar o curta em outubro e inscrevê-lo em festivais de cinema. O curta se chamará “Ópera Kitsch” e será o primeiro filme do projeto filmaÊ, que tem eu e Bárbara Tavela (Superintendente da PR-5, também TAE) como coordenadores, cujo objetivo é ensinar cinema para os estudantes na prática, com eles fazendo parte da equipe encabeçada pelos profissionais do audiovisual da CPM-ECO”, relata.
QUEM É
Mauro Lúcio dos Reis Correa, nome artístico Lobo Mauro, 52 anos, entrou para a UFRJ em 2011, na (ECO), para o cargo Editor de Imagem, o qual prefere chamar de Editor Audiovisual.
Ele tem o prazer de trabalhar com que gosta: cinema. Formado em Cinema pela UFF, com mestrado profissional em Audiovisual na ECO, está na Central de Produção Multimídia (CPM-ECO) fazendo a edição de vídeos, além de consultoria e edição nos trabalhos dos estudantes. Coordenou a CPM de 2019 a 2022.
“Mas não fico restrito à edição. Já coordenei projetos de extensão, já dei cursos de edição e linguagem cinematográfica”, relata.
Mauro ainda faz parte do laboratório NarratLab, que tem a coordenação de Aurélio Aragão, um técnico-administrativo roteirista. “Único com esse cargo na UFRJ, acho”, observa. O nosso cineasta coordena o Narrativas Negras do NarratLab, que são roteiros cinematográficos de narrativas negras.
- SEÇÃO PERFIL : A UFRJ além de estar no topo da produção científica e do conhecimento agrega valores humanos ímpares no seu corpo social. Na série sobre esses valores na categoria técnico-administrativa revelamos que temos um Kikito.





