Deputado do PSOL contou com forte mobilização de apoio antes da votação

Para a maioria dos deputados, Glauber Braga cometeu um ato considerado “extremo” ao reagir para defender a honra de sua mãe, alvo de ataques de um militante extremista do MBL. Ainda assim, prevaleceu o entendimento de que a cassação seria uma punição desproporcional. Chegou-se, então, ao consenso de que a suspensão por seis meses seria a medida adequada, consolidando o acordo entre a maior parte dos parlamentares.
Momentos antes da votação que determinou sua suspensão, Glauber Braga agradeceu publicamente às pessoas que se mobilizaram em defesa da manutenção de seu mandato.
“Agradeço profundamente a militância que dedica sua vida à luta. É essa força coletiva que me sustenta para seguir enfrentando privilégios, injustiças e autoritarismos, sem recuar um único passo”, declarou o deputado durante discurso no plenário da Câmara.
“Prevaleceu o bom senso. Como líder da bancada do PSOL, quero agradecer aos deputados que entenderam a gravidade que seria uma pena desproporcional de cassação e acordaram uma penalidade mais branda para o companheiro Glauber Braga. Estamos felizes de manter o mandato combativo do nosso deputado Glauber Braga e conseguir impedir que ele se tornasse inelegível por oito anos”, declarou Talíria Petrone.
Impedir que jornalistas acompanhem a sessão é violência. Interromper a transmissão da TV Câmara é violência. Ataques à transparência são ataques à democracia.
Agradeço profundamente a militância que dedica sua vida à luta. É essa força coletiva que me sustenta para seguir… pic.twitter.com/7pyNE9NyRk
— Glauber Braga (@Glauber_Braga) December 10, 2025
Sâmia e Glauber vão à polícia após ação ordenada por Hugo Motta
Os parlamentares Glauber Braga (PSOL-RJ), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Célia Xakriabá (PSOL-MG) foram à 5ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal para registrar Boletim de Ocorrência e realizar exames de corpo de delito após as agressões sofridas dentro da Câmara dos Deputados.
A ação ocorreu sob ordem do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), quando a Polícia Legislativa utilizou violência extrema para retirar Glauber Braga do plenário. No momento da abordagem, Sâmia Bomfim, Célia Xakriabá, Rogério Correia (PT-MG) e Alencar Santana (PT-SP) tentaram proteger o deputado do PSOL e também acabaram agredidos.
Hugo Motta tem presidência questionada após agressões contra Glauber Braga e jornalistas
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), discursou logo após a violência cometida contra o parlamentar Glauber Braga (PSOL-RJ), que foi agredido pela Polícia Legislativa, e afirmou que Hugo Motta (Republicanos-PB) não tem mais condições de permanecer na presidência da Câmara.
“Vossa excelência [Hugo Motta] está perdendo as condições de continuar na presidência dessa Casa. O que aconteceu no dia de hoje é muito grave, porque vossa excelência foi tolerante quando a turma aqui invadiu, sequestraram a mesa por 48 horas. Vossa excelência não usou da força, não usou da Polícia Legislativa. São dois pesos e duas medidas”, disparou Lindbergh Farias.
Em seguida, Lindbergh Farias afirma que Hugo Motta é responsável pelo caos instalado na Câmara dos Deputados: “O que vossa excelência fez no dia de hoje é uma vergonha. Eu pergunto aos senhores: os golpistas que tomaram conta da mesa, foram cassados? Alguém foi suspenso? Alguém foi afastado um dia sequer? Eu digo: a responsabilidade por essa confusão que aconteceu aqui no dia de hoje é do senhor, é da presidência dessa Casa.”
Com esse episódio de hoje, Hugo Motta está perdendo as condições de ser presidente da Câmara. Ao tentar votar esse projeto de Anistia, Hugo está definitivamente enterrando qualquer história vinculada à democracia. SEM ANISTIA! pic.twitter.com/WVapTIa6KA
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) December 9, 2025
Glauber agredido por ordem de Motta
Por ordem do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a Polícia Legislativa usou de violência extrema contra o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), que protestava por ser alvo de um processo de cassação forjado.
O parlamentar havia ocupado a mesa da presidência da Câmara, mas foi removido do local. Ele, inclusive, foi enforcado com um mata-leão.
Antes da ação truculenta e desproporcional, Motta determinou de forma autoritária que a imprensa fosse retirada do plenário da Câmara, para que nenhum jornalista testemunhasse as agressões que seriam desferidas contra Glauber. Até o sinal da TV Câmara foi cortado por ordem do parlamentar paraibano que comanda aquela casa parlamentar.
A ação foi alvo de protestos de parlamentares do campo progressista: “Isso é o que está acontecendo agora em Brasília, retirando o deputado Glauber à força com a Polícia Legislativa a mando do presidente Hugo Motta”, afirmou o deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ).
“Quando a direita ocupou aqui, não foi esse o tratamento. Estão nos impedindo de subir ali e manifestar solidariedade ao nosso companheiro. É uma arbitrariedade, é uma injustiça, é desproporcional. Hugo Motta está agora lá no gabinete dele e a Polícia Legislativa retirando violentamente o deputado Glauber”, prosseguiu.
“Além de estar atacando a Sâmia (Bomfim), a Célia (Xakriabá) e nós não estamos podendo subir. O Glauber está sofrendo uma cassação injusta, está reagindo e, na verdade, quando a direita ocupou esse plenário, não foi esse o tratamento. O sinal da Câmara está fechado, a transmissão está interrompida. É uma arbitrariedade, uma violência, uma injustiça. Nós estamos aqui firmes, até o fim”, concluiu o deputado.
Olha aí o Glauber Braga sendo arrancado da cadeira da presidência da Câmara, a mesma amarelou quando foi tomada por golpistas a favor da anistia. pic.twitter.com/Mvbgq0r3GP
— GugaNoblat (@GugaNoblat) December 9, 2025
Polícia de Hugo Motta agride jornalistas dentro da Câmara
Em meio à avalanche de truculência desencadeada no fim da tarde desta terça-feira (9) dentro da Câmara dos Deputados, determinada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), quando o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi agredido e levou um mata-leão por realizar um protesto contra o farsesco processo de cassação a que é submetido, uma imagem choca ainda mais.
Após dar uma ordem autoritária e inédita no Congresso Nacional desde o reestabelecimento da democracia, há 40 anos, estabelecendo que toda a imprensa fosse removida do plenário da Câmara para não registrar a violência que seria aplicada contra Glauber, jornalistas foram agredidas de maneira gratuita por agentes da Polícia Legislativa.
As imagens, registradas por um profissional do portal Metrópoles, mostram os policiais subordinados a Motta batendo nos repórteres, fotógrafos e cinegrafistas sem qualquer explicação, apenas porque eles tentavam acompanhar o que estava se passando no plenário. Até mulheres são alvos das pancadas.
Veja o vídeo:
Nessa imagem que eu registrei – ao vivo, o sinal estava ruim – é possível ver o repórter Guilherme Balza, da GloboNews, sendo empurrado e a Carol Nogueira, do UOL, sendo alvo de uma agressão ainda mais brutal https://t.co/V9ZyIyRuMz pic.twitter.com/04yMfNp0iy
— Sam Pancher (@SamPancher) December 9, 2025




