Terceirizados reivindicam salário com paralisação e ato no HU. Sintufrj manifesta solidariedade

Compartilhar:

Nem bem começou o ano e a novela já se repete: trabalhadores terceirizados, que já ganham pouco e estão submetidos a condições muito difíceis, têm salários atrasados enquanto contas e juros não dão descanso.

Nesta quarta-feira, 14, em manifestação em frente a Hospital Universitário, entre 7h e 9h40, dezenas de terceirizados da empresa Conquista denunciavam que até então estavam sem o salário do mês que deveria ter saído até o quinto dia útil, 8 de janeiro.

Por isso, resolveram paralisar as atividades até que o salário caia na conta e prometem voltar a se reunir amanhã na porta do hospital. Mas garantiram que 30% do contingente continue atuando (como determina a lei quando se trata de atividades essenciais) em áreas sensíveis dos hospitais.

“Não deram uma satisfação. Emitiram nosso contracheque no dia 7, como se tivesse sido pago para se esquivarem da multa, mas não pagaram o salário do mês”, explicaram.

São mais de 200 profissionais que atendem como maqueiros, carregadores e auxiliares na farmácia dos três hospitais geridos pela Ebserh: no HUCFF, IPPMG e Maternidade Escola.

Segundo contam, há quatro meses passaram pela mesma situação. “Chamaram o representante do contrato e se resolveu. Demos um voto de confiança e voltamos para o setor. Mas, mês passado a situação se repetiu.  Queremos que a empresa saia.

Procuraram o sindicato da categoria na Cidade e encontraram uma porta fechada. Inclusive por outras demandas, como o piso abaixo do mínimo, e o vale-alimentação abaixo do das demais empresas. Mas a contribuição sindical é descontada todos os meses.

 

Fotos: Luíza Helena

 

Sintufrj presente

O coordenador-geral do Sintufrj Francisco de Assis prestou solidariedade ao grupo e ofereceu apoio. Inclusive com a cessão do carro de som para o ato amanhã de manhã.

“Voltaram ao trabalho, 30% deles. Mas os outros 70% foram embora porque se não tem pagamento, não tem trabalho. Estamos acompanhando e vamos apoiar essa movimentação”, disse Assis, informando que pelos dados que chegaram até ele, a Ebseh (que gere os três hospitais) está em dia com o pagamento, informação que também foi prestada aos trabalhadores.

Ainda assim a entidade vai fazer contato com a direção para cobrar uma posição a respeito. E estará presente, mais uma vez, em apoio aos trabalhadores na manifestação da manhã do dia 15.

COMENTÁRIOS