Solidariedade a Cuba terá desdobramentos ao longo de 2026. Com bloqueio energético dos EUA, a crise humanitária se acirra. Participe da campanha em apoio aos irmãos cubanos.
Cuba vem sofrendo um de seus piores momentos. O bloqueio criminoso contra o povo cubano por parte dos Estados Unidos há mais de 60 anos, se acirrou de tal forma que hoje, diante da crise energética, há falta de alimentos, apagão, hospitais em dificuldades. Mas Cuba resiste. E está em curso uma campanha de solidariedade.
Segundo o embaixador de no Brasil, Victor Cairo, Cuba não vive crise, mas “estado de guerra”, diante da mais severa ofensiva dos Estados Unidos. São três meses sem receber combustível. Depois de décadas de cerco econômico, Trump chegou a dizer que tem o direito de fazer “qualquer coisa” com Cuba, e pela primeira vez, lembra o secretário, Estados Unidos ameaçam tomar seu território pela via armada.
O embaixador proferiu aula inaugural na Universidade de Brasília, dia 17 de março, registrada pelo portal da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee).
“Cuba é um estado em guerra, não um estado falido”, declarou, explicando que o instrumento principal seria o cerco intensificado desde o final de 2025 com a promessa de sanções a países que vendam petróleo à ilha socialista. “O cerco econômico, comercial e energético nos obriga a pensar que existe uma intenção do presidente dos EUA [Trump] e do secretário de Estado [Marco Rubio] hoje em sufocar e assassinar Cuba de fome, miséria e ruptura da vida, e crise humanitária”, denunciou.
‘Catástrofe humanitária’ – A falta de combustíveis, diz ele, não é um problema setorial, mas uma catástrofe humanitária em curso. “Impacta a saúde, a educação, o transporte de alimentos, a cadeia de distribuição de medicamentos e o turismo, diminuindo a quantidade de aviões que podem chegar ao país”, enumerou.
Como se traduz: no cotidiano: hospitais reduzem operações, transporte público parado, cadeias de distribuição de medicamentos rompidas.
Flotilha Nossa América – uma campanha de solidariedade tem mobilizado parlamentares, lideranças sindicais e estudantis que participam de uma caravana internacional de solidariedade a Cuba. O grupo pretende levar mais de 20 toneladas de insumos, alimentos e medicamentos, para ajuda humanitária ao país caribenho. A Flotilha Nossa América está marcada para partir no sábado (21), por via marítima, aérea e terrestre.
Não há crise, há crime!
Leia a matéria do Portal Vermelho e, em seguida, veja a convocação da ativista Greta Thunberg à campanha e o pedido de colaboração da deputada estadual Marina do MST (RJ).
Por fim, em uma “Carta Aberta ao Mundo”, a autora, Ykay Romay, relata a gravidade da situação e pede que se compartilhe o documento, “para que o mundo saiba que em Cuba não há crise. Há um crime!”.

Foto: Miguel Díaz-Canel
Brigada brasileira leva solidariedade a Cuba em meio a bloqueio dos EUA
Em matéria do Portal Vermelho, Ana Prestes, do PCdoB, detalha missão à Conferência de Havana e campanha por medicamentos, energia e ruptura simbólica do cerco imperialista. (Publicado em 16 de março por Cezar Xavier).
Uma nova jornada internacional de solidariedade a Cuba mobiliza organizações políticas, movimentos sociais e entidades populares de vários continentes. A viagem culmina na Conferência Internacional de Solidariedade a Cuba, marcada para os dias 19 a 21 de março, no Malecón, com a chegada da Flotilha Nuestra América, para debater a crise enfrentada pela ilha e organizar ações concretas de apoio ao povo cubano.
Em entrevista ao Portal Vermelho, a cientista política Ana Prestes, secretária de Relações Internacionais do PCdoB, detalhou os objetivos da missão e alertou para a gravidade do momento: “O bloqueio mais grave que já ocorreu dos Estados Unidos contra Cuba está em curso. É uma prioridade emergencial, a prioridade das prioridades”. Segundo ela, a conferência reúne diferentes redes do campo progressista internacional.
Doações e apoio concreto à população cubana
O encontro internacional será marcado pela entrega de doações arrecadadas por campanhas de solidariedade em diversos países. Entre os principais itens estão medicamentos, alimentos básicos e produtos de higiene.
“O objetivo é entregar tudo que já foi coletado, conhecer melhor a situação em Cuba, o que eles estão mais precisando, e discutir formas de solidariedade”, explicou Ana Prestes. A conferência reunirá partidos comunistas e progressistas, organizações populares, sindicatos e entidades estudantis em um gesto político de resistência ao imperialismo. Um dos itens mais importantes são os painéis solares, enviados para ajudar a enfrentar a crise energética provocada pela escassez de combustível.

A flotilha
Um dos símbolos mais potentes da mobilização é a Flotilha Nuestra América, comboio global de ajuda humanitária liderado pelo brasileiro Thiago Ávila, que chegará a Havana no dia 21 de março. “Algumas embarcações vão se dirigir ali para Havana, justamente para mostrar esse furo do bloqueio”, destacou Ana.
A flotilha parte do México, da região de Yucatán, e busca romper fisicamente o cerco imposto por Washington, demonstrando que Cuba não está isolada.
Mobilização no Brasil
No Brasil, a campanha de solidariedade envolve diversas organizações populares, entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), movimentos sociais e partidos progressistas. Além da coleta de medicamentos e alimentos, uma das prioridades é a arrecadação de recursos para a compra de placas fotovoltaicas.
O que Cuba mais precisa: de alimentos a painéis solares
As campanhas de arrecadação no Brasil priorizam itens essenciais para enfrentar a crise humanitária agravada pelo bloqueio. Entre os produtos mais solicitados estão:
- Alimentos básicos: leite em pó, itens de primeira necessidade;
- Higiene pessoal: absorventes, sabonetes, produtos de limpeza;
- Medicamentos: analgésicos e remédios de uso contínuo;
- Energia renovável: placas fotovoltaicas, que já representam quase 20% da geração diária de energia necessária na ilha.
Questão estratégica para a América Latina
Ana Prestes classificou o endurecimento do embargo por Donald Trump — com medidas que autorizam o confisco de navios que levem petróleo a Cuba — como parte de uma estratégia regional de cerco. Para ela, a luta contra o bloqueio a Cuba é estratégica para o Brasil: “Como potência política e exportador de petróleo, temos capacidade de ser solidário a Cuba de forma estratégica”. A articulação com o governo Lula para envio de combustível à ilha é uma das frentes prioritárias da campanha.
A campanha também visa pressionar governos progressistas da região a enviarem combustível a Cuba.
Calendário de luta ao centenário de Fidel
A solidariedade a Cuba terá desdobramentos ao longo de 2026. Confira as principais datas:
-
-
- 18 de março: Atividade na Assembleia Legislativa de São Paulo;
- 21 de março: Lançamento da Campanha Nacional de Arrecadação de Medicamentos e chegada da Flotilha Nuestra América a Havana;
- 26 a 29 de março: Conferência Internacional Antifascista, em Porto Alegre;
- 15 de abril: Marcha das centrais sindicais em Brasília, com articulação do movimento sindical pela solidariedade a Cuba;
- 1º de maio: Brigadistas internacionalistas participarão das comemorações do Dia dos Trabalhadores em Cuba, entregando medicamentos coletados;
- 26 de julho: Dia Nacional da Rebeldia Cubana, com atividades políticas e culturais no Brasil;
- 13 de agosto: Celebração do centenário de Fidel Castro, com iniciativas em todo o país.
-
Cuba, sim! Bloqueio, não!
Veja no Instagram da Mídia Ninja: a ativista Greta Thunberg ( @gretathunberg) denuncia estrangulamento de Cuba pelos EUA e anuncia 21 de março como Dia Internacional de Solidariedade com Cuba.
https://www.instagram.com/reels/DV36yF0AR45/
Cuba resiste
O instagran da deputada estadual Marina do MST (RJ), traz a mensagem: “Mesmo diante de tantas adversidades, Cuba segue resistindo. O país continua formando médicos, investindo em saúde pública e defendendo a dignidade do seu povo. Por isso, está em curso uma campanha de solidariedade para enviar medicamentos e apoiar o povo cubano. A solidariedade internacional sempre foi fundamental para enfrentar o bloqueio e garantir que a vida continue florescendo na ilha”, diz o post com Informações para doação (PIX): CNPJ: 11.586.301/0001-65, do Instituto Cultivar. No banco: Caixa Econômica Federal; Agência: 1231 | Operação: 1292; Conta Corrente: 000577559399-1
https://www.instagram.com/reels/DV6oJxfieu9/
Carta aberta:
“Meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington”.

CARTA ABERTA AO MUNDO: DE CUBA, UMA MULHER A PÉ DENUNCIA O CRIME QUE NÃO QUEREM VER
Por Ikay Romay
À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:
Meu nome é milhões. Não tenho apelidos conhecidos nem acusações importantes. Eu sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E eu escrevo isto com a alma rasgada e as mãos tremendo, porque o que meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington.
E o mundo olha para o outro lado.
—
👵 DENÚNCIA PELOS MEUS AVÓS:
Denuncio que em Cuba há idosos que morrem cedo porque o bloqueio impede que cheguem medicamentos para o coração, pressão, diabetes. Não é falta de recursos. É proibição deliberada. Empresas que querem vender a Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Seus governos estão calados. E enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio sim.
—
👶 DENUNCIA PELOS MEUS FILHOS:
Denuncio que há incubadoras em Cuba que devem ter sido desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos lutando pela sua vida enquanto o governo dos EUA decide quais países podem nos vender petróleo e quais não podem. Que há mães cubanas que viram a vida dos seus filhos ameaçar porque uma ordem assinada em um escritório de Washington vale mais do que o choro de um bebê a 90 milhas da sua costa.
Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou as crianças cubanas não merecem viver?
—
🍽️ DENUNCIA POR FOME INTENCIONAL:
Eu denuncio que o bloqueio é fome programada. Não é que falte comida só porque sim. É que eles nos impedem de comprá-la. É que navios com comida são perseguidos. As transações bancárias são bloqueadas. É que as empresas que nos vendem grãos, frango, leite são sancionadas.
A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos EUA, refinada por 60 anos, atualizada por cada administração, recrudescida por Donald Trump e executada com sanha por Marco Rubio.
Eles chamam a isto “pressão económica”. Eu chamo de terrorismo com fome.
—
⚕️ DENÚNCIA PELOS MEUS MÉDICOS:
Denuncio que nossos médicos, os mesmos que salvaram vidas na pandemia enquanto o mundo inteiro desmoronou, hoje não tem seringas, nem anestesia, nem equipamento de raio-X. Não porque não saibamos produzi-los. Não porque não tenhamos talento. Mas porque o bloqueio nos impede de aceder a insumos, peças, tecnologia.
Nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem ajuda de ninguém Contra vento e maré. Contra bloqueio e mentiras. E ainda assim, o império nos castiga por termos conseguido.
—
🌍 AO MUNDO EU DIGO:
Cuba não lhes pede esmola.
Cuba não lhes pede soldados.
Cuba não lhes pede que nos amem.
Cuba pede justiça. Nada mais. Nada menos.
Peço que parem de normalizar o sofrimento do meu povo.
Peço que chamem o bloqueio pelo nome: CRIME DE LESA HUMANIDADE.
Peço-lhes que não se deixem enganar pelo conto do “diálogo” e da “democracia” enquanto nos apertam o pescoço.
No queremos caridad. Queremos que nos DEJEN VIVIR.
—
Aos governos cúmplices que se calam:
A história vai dar-lhes conta.
Para a mídia que mente:
A verdade sempre encontra fendas.
Aos carrascos que assinam sanções:
O povo cubano não esquece e não perdoa.
Aos que ainda tem humanidade no peito:
Olhem para Cuba. Vejam o que lhe estão a fazer. E pergunte a si mesmo: De que lado da história eu quero estar?
—
Desta pequena ilha, com uma cidade gigante,
Uma cubana a pé que se recusa a render.
SE ESTE TEXTO TE MOVIMENTOU POR DENTRO, COMPARTILHE.
Não me importo se você tem 10 amigos ou 10 mil seguidores.
Não me importo se o seu muro é público ou privado.
Não me importo se você nunca compartilha nada.
Mas isto é diferente.
Isto não é uma foto de um pôr do sol.
Isto não é uma notícia de espectáculo.
Isto não é mais uma opinião.
Isso é um GRITO. E os gritos não se guardam. OUVINDO. Eles se REPLICAM. TORNAM-SE MULTIDÃO
Não estou pedindo um curtida hoje.
Peço-te que uses os teus polegares para algo maior do que deslocar a tela.
COMPARTE.
Para que o mundo saiba que em Cuba não há crise.
Há um CRIME.
Para que as mães de outros países saibam que aqui tem bebês lutando em incubadoras apagadas pelo bloqueio.
Para que os avós de outras terras saibam que aqui há idosos que morrem esperando medicamentos que Washington não deixa entrar.
Para que os governos cúmplices sintam vergonha.
Para que a mídia mentirosa não tenha como fugir.
Para que os carrascos saibam que NÃO NOS CALAMOS.
Uma pessoa compartilhando isso não muda o mundo.
Milhares, milhões, sim.
(…)
FAÇA ESSA DENÚNCIA IR MAIS LONGE QUE O BLOQUEIO.
COMPARTILHE
#CubaDenunciaAlMundo
#ElBloqueoMata
#NiñosSinIncubadoras
#AncianosSinMedicinas
#HambreIntencional
#CrimenDeLesaHumanidad
#CubaVive
#COMPARTEporCuba
#QueElMundoNosEscuche
#DenunciaQueDuele
#CubaGrita
#ElBloqueoEsCrimen
#ViralizaLaVerdad
#PatriaOMuerte
#Venceremos
Ikay Romay
Cuba: sem perder a ternura
Visite o HOT SITE do Sintufrj
Acesse o link https://sintufrj.org.br/cuba-sem-perder-a-ternura/
Ou clique nas imagens abaixo:








