Pressão do DCE Mário Prata e o apoio do Sintufrj à luta dos trabalhadores foram fundamentais para a solução parcial do problema
A agonia dos trabalhadores terceirizados na UFRJ não tem fim. Desta vez os prejudicados são os profissionais do Restaurante Universitário Central (RU), responsáveis pela produção diária de mais de três mil refeições para atender os alunos do Fundão no almoço e jantar, e preparar quantidade suficiente para as comunidades universitárias da Praia Vermelha, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e Faculdade Nacional de Direito (FND).
Nesta sexta-feira, 13, por deliberação da assembleia dos técnicos administrativos em educação, o Comando Local de Greve (CLG) foi para porta do RU realizar ato e distribuir panfletos relatando a situação de indigência imposta pela empresa Nutryenerge aos 67 trabalhadores. Sob pressão, o salário de fevereiro foi depositado no dia anterior, mas a greve só foi parcialmente suspensa após o pagamento do vale-alimentação, que ocorreu na manhã de sexta.
Os estudantes, liderados pelo DCE Mário Prata, e o apoio do Sintufrj foram fundamentais para a solução parcial do problema enfrentado pelos terceirizados responsáveis pela produção da alimentação servida no RU e nos bandejões. Eles desempenham uma tarefa diária essencial principalmente para os estudantes de baixa renda. O vale-transporte e outros direitos trabalhistas, como a atualização do depósito do FGTS, ainda estão pendentes.
Solidariedade
No ato do CLG, o Sintufrj expôs aos estudantes as razões pelas quais estavam enfrentando a enorme fila na porta do RU, em consequência da paralisação. Por enquanto, as refeições estão sendo servidas em quentinhas. A entidade também solicitou a continuidade do apoio estudantil à luta dos terceirizados, que continua, e compreensão e solidariedade de todos às mudanças nas rotinas envolvendo o RU e os bandejões.
A produção de comida para os estudantes foi considerada como essencialidade pelo CLG, e os servidores lotados no RU, em regime de revezamento, continuarão trabalhando.
Abaixo, momentos da panfletagem realizada por integrantes do CLG narrando aos estudantes a situação dos trabalhadores terceirizados FOTOS RENAN SILVA









