Diante de uma série de denúncias que chegaram ao SINTUFRJ sobre a dificuldade dos trabalhadores do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho de serem atendidos na própria unidade quando, em serviço, sofrem problemas de saúde, a Coordenação da entidade e o Comando Local de Greve (CLG) realizaram reunião, nesta terça-feira, dia 28, no auditório Alice Rosa (12º andar).
Estavam lá os coordenadores Francisco de Assis e Esteban Crescente (Geral), Laura Gomes (Administração e Finanças, trabalhadora do HU), Marly Rodrigues (Aposentados e Pensionistas) e Rosemere Roza (suplente) e representantes do CLG e colaboradores do movimento.
Laura e Francisco, que também é coordenador de Comunicação da Fasubra, mediaram a reunião.
A participação –cerca de 90 trabalhadores e trabalhadoras (presentes e em modo remoto) – foi considerada expressiva diante da brevidade da convocatória (menos de um dia), na reunião, para a qual também foram convidados o superintendente executivo Marcos Freie e o gerente de atenção à Saúde Alberto Chebabo.
Esta reunião foi também consequência de negociação recente com o reitor Roberto Medronho em que coordenadores e representantes dos trabalhadores do HU reivindicaram a criação de um protocolo de atendimento de urgência e emergência para quem está em serviço, atendimento aos pedidos de movimentação de servidores, e outras pautas acerca dos seus direitos.
Foi considerada bem-sucedida inclusive pelas posições expressas pela direção do hospital.
“Não é orientação da direção não atender urgência e emergência. Independe se é funcionário. Se tiver acidente de trabalho tem prioridade”, disse o superintendente, apontando apenas, diante das limitações da capacidade de atendimento, que há necessidade de classificação de risco para identificar os casos de fato mais urgentes.
Veja o informe da direção:
Expectativa sobre o RSC
Embora o tema central tenha si a saúde do trabalhador, a expectativa pela regulamentação da nova gratificação de Incentivo à Qualificação com base no Reconhecimento de Saberes e Competências, tomou boa parte da reunião.
O coordenador Francisco fez um breve histórico desta conquista da greve que aguarda ainda publicação, pela Casa Civil, do decreto estabelecendo procedimentos (previsto para 1º de maio) para os processos de requisição.
Avaliações
“Foi uma ação importante, desdobramento da reunião anterior com reitor ( que tratou de temas como a possibilidade de movimentação das pessoas que assim o desejarem e atendimento de urgência e emergência e a construção de um acordo entre Ebserh, Reitoria e Sindicato que possa garantir direitos do trabalhadores RJU. A categoria respondeu (à convocação do sindicato). Foi uma reunião importante que mobilizou bastante pessoas que saíram daqui com informação”, apontou o coordenador Francisco de Assis.
A coordenadora Laura apontou para um fato importante: “Marcos Freires e Chebabo prometeram que os atendimentos de urgência e emergência serão feitos, sim, na Emergência”, apontou, lembrando que, segundo a direção, muito em breve será criado um sistema de triagem para classificação de risco para garantir o atendimento mais rápido aos pacientes mais graves.
“É o sindicato fazendo o seu papel. Agora faça o seu também, filie-se e fortaleça seu sindicato”, concluiu o coordenador Assis no vídeo em que informam o resultado da reunião.
Fotos: Renan Silva






