Com o auditório E212 da Escola de Química, no CT lotado de gente interessada, com cadernos em punho, muito atenção e muitas perguntas, o nivelamento organizado pelo Grupo de Trabalho do Reconhecimento de Saberes e Competência, durou quase três horas e transformou-se numa verdadeira oficina para esclarecimento para compreensão e preparação para a implantação do RSC.

Além de membros do próprio GT RSC, como o seu coordenador, Agnaldo Fernandes, membro da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC), que detalhou os conceitos principais e respondeu ás inúmeras perguntas, estavam lá integrantes do GT-Carreira do Sinturj, da Comissão Interna de Supervisão da Carreira, CIS, e profissionais de setores de Recursos Humanos  de muitas unidades. A reunião, presencial e on line, que contou com mais de cem participantes, era uma espécie de pré-requisito para a participação nas Comissões do RSC que deverão ser instituídas na sessão do Conselho Universitário desta quinta-feira, 23.

Agnaldo detalhou trechos da legislação do RSC, requisitos para reivindicar o incentivo, a necessidade de atendimento a quais critérios e a de comprovação, tudo relatado de forma objetiva no documento que o decreto chama de memorial. Ele abordou também aspectos de cada um dos anexos que elencam as atividades que convertem pontos e de que forma. Utilizou uma calculadora para simular o cálculo de determinado perfil de servidor, exemplificando exigências como se forma o somatório que permitirá a concessão do RSC. Tudo isso, entremeado com respostas às dúvidas dos presentes sobre cada tópico.

Igor Dantas, membro da CIS, explicou que assim que os membros da Comissão RSC foram definidos, uma oficina mais específica sobre seu funcionamento será ministrada. Coordenadores do Sintufrj, Vania Guedes e Francisco de Assis também manifestaram ao público. Eles odos apontaram a importância daqueles que se dispuseram a participar das comissões conversarem com seus pares nos setores porque a tarefa de recepcionar e analisar os documentos será intensa e exigirá enorme dedicação às seis subcomissões da Comissão do RSC que atuarão nas unidades, onde se dividirão 45 titulares e sues suplentes (algumas subcomissões terão nove integrantes, outras seis, de acordo com o número de servidores de cada grupo de unidades). Destaque-se que há quase seis mil servidores elegíveis ao RSC, segundo cálculos da Pró-Reitoria de Pessoal.

Francisco lembrou ainda dos materiais preparados pelo SINTUFRJ para orientar a categoria: o hotsite com um simulados para cálculo da pontuação, inúmeras informações (como o conteúdo de leis, decreto e portaria), perguntas e respostas, atas de posse dos membros das diversas gestões (desde a ASUFRJ na década de 1960), entre outros, tudo detalhado no Jornal do Sintufrj desta semana (veja no site da entidade).

Atas comprovam

Um dos presentes perguntou como se comprova a participação em mandato sindical, atividade que também pontua no RSC. Agnaldo respondeu que é com a ata de posse da gestão que integrou. Isso foi exatamente o que o SINTUFRJ providenciou para facilitar a vida dos ex-dirigentes da entidade: estregou em meio físico e digital as dezenas de atas de todas as gestões.

Fotos: Renan Silva