“Foi um diálogo aberto, descontraído, sincero, em que todos os participantes se sentiram acolhidos e puderam expressar suas opiniões e ouvir diferentes pontos de vista”. Foi com essas palavras que a coordenadora de Políticas Sociais do Sintufrj, Anaí Estrela, definiu a I Roda de Conversa das Mulheres da Educação Macaense, realizada na segunda-feira, 31 de março, no auditório do bloco A do Polo Universitário, com o apoio do sindicato.
Os temas que sustentaram o diálogo e a reflexão conjunta das participantes tinham tudo a ver com as dificuldades cotidianas do universo feminino, tais como: racismo, desemprego, feminicídio, assédio moral e sexual, violência obstétrica, trabalhar e manter os filhos na escola, conflitos e sofrimentos gerados pelas desigualdades sociais, falta de creche, exploração de mão de obra, principalmente em relação às mulheres negras.
A intenção das organizadoras do evento e do Sintufrj é promover mais vezes rodas de conversa para debater temas de interesse das mulheres trabalhadoras e de todas as companheiras que fazem parte da comunidade universitária e em torno, e investir na divulgação para ampliar a participação.
Convidadas
Três mulheres que fazem a diferença em seus ambientes de trabalho, na comunidade e no município de Macaé participaram da roda como convidadas. As especialistas contribuíram para o objetivo da iniciativa, que era socialização de conhecimento, estimulação de troca de experiências e esforço coletivo de encontrar soluções para os desafios comuns. São elas:
A enfermeira Mônica Gomes Lírio Pimentel, da Vigilância Sanitária da Prefeitura de Macaé e do Laboratório de Anatomia e Necropsia da UFRJ, e graduanda em Psicologia; a vereadora Leandra Lopes Vieira (PT), formada em Direito, especialista em conflitos, tendo como principais bandeiras a luta contra as desigualdades; e Luana Silva de Azevedo, mestranda em Educação em Ciência e Saúde pela UFRJ, pesquisadora em comunidades quilombolas e da cultura afro-brasileira, integrante do projeto CulinAfro. O debate foi mediado pela técnica-administrativa Antônia Karina Mesquita.
“Foi uma roda de conversa com muita interação entre as participantes. As dúvidas foram expostas e esclarecidas de acordo com as análises individuais dos fatos, e houve muita troca de experiências e orientações”, observou a coordenadora de Políticas Sociais, Marli Rodrigues.