Relator vota pela cassação do deputado Glauber Braga

Compartilhar:

Sintufrj repudia a perseguição política ao companheiro que cumpre, com muita dignidade e eficiência, seu mandato democrático e popular a serviço da classe trabalhadora

 

Dirigentes da FasubraSindical marcaram presença no plenário 03 da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (2), onde o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar se reuniu para discutir o parecer sobre a suposta quebra de decoro do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). O parlamentar é alvo de um processo movido pelo Partido Novo, que o acusa de agressão contra Gabriel Costenaro, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL).

O caso ganhou grande repercussão política, especialmente pelo histórico de embates ideológicos entre Braga e setores da extrema direita, como o MBL. A organização, financiada por empresários estrangeiros, teve participação ativa nas mobilizações políticas que antecederam eventos de grande impacto no cenário nacional. Por outro lado, Glauber Braga construiu sua trajetória em defesa de pautas populares e contra forças conservadoras no Congresso.

O relator do processo, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), emitiu parecer favorável à condenação de Braga, o que pode resultar na perda do mandato do parlamentar do PSOL. Durante a sessão, Braga defendeu-se alegando estar “evidentemente indignado”, mas com o “coração tranquilo”. Ele destacou que o depoimento do deputado Alberto Fraga no Conselho de Ética reforça sua inocência e classificou as acusações como uma retaliação política por seu posicionamento firme em defesa da democracia e das causas sociais.

A votação do parecer foi interrompida por um pedido de vista apresentado pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), aliado de Braga. Com isso, a decisão final sobre o caso foi adiada, mantendo a incerteza sobre o desfecho do processo. A expectativa agora gira em torno dos próximos desdobramentos no Conselho de Ética e seus impactos no cenário político nacional.

decisão do relato de absurdo e escândalo. “O mesmo relator que se absteve na votação de cassação do acusado de ser mandante do assassinato de Marielle Franco, Chiquinho Brasão, esse relator fez um processo para cassar o mandato do Glauber. É escandaloso que o mesmo conselho que não julgou os golpistas do 08 de janeiro, que sentou em cima de várias representações, faça agora essa perseguição. É fundamental intensificar a campanha contra esse ataque à liberdade democrática. A cassação de um mandato tão combativo em defesa dos direitos dos trabalhadores.”

 

COMENTÁRIOS