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Medronho alerta para expansão de ocorrências de febre amarela

Médico epidemiologista e especialista em saúde coletiva diz que vacinação é essencial para impedir a propagação

 

O diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ, Roberto Medronho, especialista na área de saúde coletiva e em epidemiologia, disse que a ocorrência de febre amarela silvestre tem se acentuado, exercendo pressão sobre os grandes centros urbanos.
De acordo com o epidemiologista, a urbanização da doença depende de vários fatores, e para isso contribui o fato de parte da população ainda não estar vacinada, portanto, suscetível.
O risco é ampliado, segundo Medronho, diante da dificuldade de controle da proliferação do Aedes aegypti (que transmite a forma urbana da doença).
Roberto Medronho manifestou sua preocupação com o número de pessoas não vacinadas. “Não conseguimos alcançar a cobertura (vacinal) recomendada pela Organização Mundial da Saúde”, constata.
O médico acrescentou que a situação fica ainda mais crítica com a crise no sistema de saúde do estado, que é agravada pela crise na atenção básica no município, o que impacta nas iniciativas de prevenção.

Vacina
“A população não tem procurado a vacina como deveria. Ela é segura e eficaz”, diz o especialista, reiterando, no entanto, que eventos sérios decorrentes da vacina são raríssimos, em contraste com a forma de evolução da doença, que é muito grave.
“A chance que temos de evitar a urbanização da febre amarela é vacinando a população. Com as pessoas imunizadas, a febre não vai atingir o homem, mesmo que este adentre florestas e seja picado pelo mosquito.
“Para diminuir o risco de propagação, tem que vacinar agora”, orienta Medronho, acrescentando que a vacinação tem dois efeitos: proteção individual e coletiva – o grupo vacinado protege o indivíduo que, por questões de saúde, não pode se vacinar.

 

Doença já matou 84 pessoas só este ano no estado

Os números são relevantes. Em 2018, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro registrou 262 casos confirmados de febre amarela silvestre em humanos em 32 municípios, com 84 mortes. Os municípios com maior incidência são Angra dos Reis, com 56 casos e 15 mortes; Valença, com 40 casos e 6 mortes; Teresópolis, com 23 pessoas doentes e 8 mortes; Nova Friburgo, com 16 casos e 4 mortes e Duas Barras, com 14 casos e duas mortes.
Com a chegada do verão, chuva e calor típicos da estação oferecem condições favoráveis para a proliferação de mosquitos. Em áreas recém-afetadas com grande contingente populacional, como as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, existe grande número de pessoas que não se vacinaram.

Recomendação
De acordo com especialistas, todas as pessoas devem se vacinar, especialmente no Rio de Janeiro, porque tem as maiores florestas urbanas do mundo.
Os mosquitos Haemagogus e Sabethes (que transmitem a forma silvestre da malária) são comuns, inclusive em bairros que têm limite com áreas de matas. O Aedes aegypti, no entanto, que existe em toda parte, pode causar a transmissão da febre amarela na forma urbana, embora, de acordo com o Ministério da Saúde, desde a década de 1940, o Brasil não registre casos desse tipo.

 

SERVIÇO

CVA vacina na UFRJ

No Centro de Vacinação de Adultos (bloco L do CCS), no Fundão, pessoas com 15 anos de idade ou mais podem se vacinar contra a febre amarela, de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h.
A vacina não deve ser aplicada em gestantes e em pessoas com alergia grave à proteína do ovo e portadoras de doenças de baixa imunidade. Quem tiver algum comprometimento imunológico deve solicitar avaliação do médico e apresentá-la por escrito.

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