UFRJ inicia testes com a vacina BCG contra a Covid-19

Compartilhar:

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on whatsapp

A UFRJ iniciou, nesta segunda-feira, 5, ensaios clínicos com a vacina BCG – aplicada nos primeiros meses de vida para prevenir tuberculose e muito conhecida por deixar uma cicatriz no braço — para prevenção contra a Covid-19. Serão vacinados mil profissionais de saúde que terão acompanhamento para levantamento de dados para a pesquisa.

A iniciativa é da RedeVírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com investimento de R$1 milhão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para a pesquisa, disponibilizados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao MCTI.

Testes

O início dos testes no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho foi acompanhado pelo ministro do MCTI, Marcos Pontes e comitiva. Eles foram recebidos na UFRJ pela reitora Denise Pires de Carvalho para participarem, em um palco montado em frente ao HUCFF, da cerimônia que marcou o início dos ensaios clínicos com a BCG.

Além do HUCFF, participam da ação o Hospital Pedro Ernesto (UERJ) e o Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran (SP), mas a coordenadora da pesquisa é a diretora do Instituto de Doenças do Tórax da UFRJ, Fernanda Mello. Ela explicou que os estudos buscam responder se a vacina ajuda, tanto na prevenção da infecção, quanto na ocorrência de formas graves de Covid-19.

A pesquisa

Em matéria no site do MCTI, Fernanda Mello também destaca a importância do estudo junto aos profissionais de saúde: “Ao avaliarmos o efeito da vacina BCG entre profissionais de saúde, esperamos verificar seu potencial para evitar o adoecimento e as formas graves da doença entre eles, que representam o braço operacional da linha de cuidado aos pacientes da Covid-19. A manutenção desta força de trabalho é fundamental para que seja garantido o melhor cuidado aos portadores do coronavírus”.

Ainda segundo o site, a investigação sobre a eficácia da BCG no combate ao coronavírus partiu de uma hipótese baseada em dados que mostram que países que mantém o uso da vacina apresentaram menor incidência de Covid-19 em comparação com países que suspenderam o uso da BCG universal como, por exemplo, os EUA, a Espanha e a Itália.

Os voluntários serão recrutados nos próximos dois meses e serão acompanhados em relação a ocorrência de infecção de formas graves de seis a 12 meses e será verificado de a vacina produz efeito protetor no grupo vacinado.

De acordo com a pesquisadora, o ensaio não invalida a produção de outras vacinas contra a Covid-19. O ministro Marcos Pontes informou que, além dos ensaios clínicos com a BCG, 15 protocolos de vacinas estão sendo desenvolvidos por pesquisadores no Brasil, um país, segundo ele, capaz de produzir vacinas. “Por isso que me sinto muito bem dentro das nossas universidades, principalmente como essa, que produz tanta ciência para o país”, disse ele à imprensa.

Laboratórios

O ministro também inaugurou as instalações do laboratório de campanha para testes diagnósticos na Cidade Universitária, outra iniciativa da RedeVírus do MCTI para ampliar a capacidade de testes diagnósticos da Covid-19.

Segundo o coordenador do laboratório, Amílcar Tanuri, o laboratório terá capacidade para realizar 300 testes moleculares, do tipo PCR, por dia. Segundo o site do MCTI, a estrutura está dando apoio à cidade, ao Estado do Rio de Janeiro e à comunidade da UFRJ. O laboratório está atuando na retomada de cursos que não podem ser on-line, como residência médica e internatos de Odontologia, por exemplo.

 

Inaugurado o Laboratório de Campanha, com capacidade para 300 testes/dia
COMENTÁRIOS