Sintufrj discute ponto eletrônico com os trabalhadores do HUCFF

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A direção da entidade reivindica participação na comissão institucional do ponto eletrônico

A reunião entre a direção do Sintufrj e os trabalhadores dos Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), nesta segunda-feira, 20, marcou o início da mobilização na unidade para a implantação do Sistema de Controle de Frequência que está sendo desenvolvido pela UFRJ. Uma comissão de base foi tirada e representará os servidores na reunião quinta-feira, 23, às 10h, com diretores e chefias do hospital, ainda sem local definido. O hospital é a próxima unidade onde está previsto a realização de teste do projeto piloto da Reitoria.

Dirigentes do Sintufrj fizeram um histórico das discussões sobre a implantação do ponto eletrônico na UFRJ e orientaram os trabalhadores a esclareceram dúvidas a respeito na reunião de quinta-feira. Desde fevereiro deste ano, a Reitoria iniciou a testagem nas pró-reitorias e em algumas unidades, do Sistema de Frequência do SisPessoal –um projeto piloto desenvolvido pela Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação (Stic/UFRJ).

Segundo o coordenador-geral do Sintufrj Esteban Crescente, estava marcada esta terça-feira, 21, a reunião com a direção no HUCFF, mas, a solicitação para adiamento para quinta-feira, 23, foi atendida. “Era a data do ato de posse da nova diretoria e precisávamos nos inteirar sobre a proposta da Reitoria. Avaliamos que isso demonstrou nossa força. Temos um potencial como categoria que está adormecido. Nós é que precisamos dizer o que vai ser definido para a questão do ponto eletrônico e, para isso,  precisamos ampliar a participação dos trabalhadores do HUCFF nessa discussão”, afirmou o dirigente.

“Nós, o HU e a UFRJ não precisamos disso (sistema de controle de frequência)”, disse a coordenadora-geral do Sintufrj Laura Gomes, técnica de enfermagem da Saúde do Trabalhador da unidade hospitalar. “Estou há 40 anos na instituição, passei por todo tipo de sistema de controle e posso afirmar que o desempenho de todos nós não é medido por um ponto eletrônico. Podemos responder a isso com a qualidade do serviço que realizamos. A pandemia mostrou isso!”, disse.

“Como chefe da Fisioterapia não quero ser validador de ponto eletrônico. Temos de estar preocupados em organizar melhor nosso trabalho para fazer o hospital melhorar. Na Fisioterapia são pouquíssimos servidores. Como a enfermagem vai fazer com centenas de trabalhadores circulando aqui no hospital?”, questionou Diego Torres.

Uma das grandes dúvidas sobre a sistemática do controle de frequência envolve a Divisão de Enfermagem, a maior do HUCFF, com cerca de 800 profissionais RJU, fora os extraquadros. Todos esses trabalhadores têm direito a carga horária diferenciada.

 

Histórico

O ponto eletrônico tem origem em decreto de 1996 do governo Fernando Henrique Cardoso e instruções normativas do governo Temer e Bolsonaro. O Sintufrj, por decisão da categoria, tem posição contrária a um controle de frequência padronizado e que não leva em consideração as especificidades da universidade e o fazer dos técnico-administrativos em educação. Mas, em 2021, a Reitoria decidiu criar um sistema próprio, mas sem a participação dos servidores na sua elaboração.

A direção do Sintufrj reivindica participar da comissão institucional do ponto eletrônico.

 

Alguns pontos levantados pela diretoria na reunião no HUCFF

1 – Já possuímos controle de frequência vigente em todos os setores da universidade.

2 – Nossa categoria cumpre dentro de sua jornada um trabalho de excelência medido pelos rankings oficiais no cômputo das primeiras posições entre as melhores universidades da América Latina.

3 – A natureza de nosso trabalho é diretamente ligada ao ensino, pesquisa e extensão, não sendo definido por aspectos produtivistas fabris. O grau de flexibilização do cumprimento da jornada diária de trabalho é constante, dado a complexidade de nossas atividades.

4 – A logística de transporte e infraestrutura em nossos campi tem piorado.

5 – Não há garantia técnica ou legal de que apenas a UFRJ terá controle ou acesso a esses dados, a não ser compromisso político da Administração Central. Logo, estaremos sempre nas mãos de quem ocupar as cadeiras de gestão.

6 – Caso esse modelo seja rechaçado, qualquer outro pode ser também. Temos um controle que não mede efetivamente a diferenciação e a riqueza de nossa produção, mas cumpre a legalidade. Porque trocar por outro que não mede e ainda pode nos prejudicar?

7 – O sistema da TIC/PR4 a princípio não faz registro de IP, pode ser acessado de qualquer lugar com login pela intranet. Não há também controle de quantidade de acesso pelo mesmo dispositivo. Mas é preciso lembrar que tudo isso é facilmente reprogramável. O próprio sistema operacional que abriga o sistema faz esse registro de acesso, se isso não for arbitrariamente removido.

8 – O teste é para coletar as especificidades do local de trabalho e acerto do sistema para diminuir a resistência à implantação.

9 – Conexão com o Sipec (Sistema Integrado de órgãos do governo) e pode criar problemas nas conquistas históricas, como; corte de vale transporte e vale alimentação.

10 – Risco grande de perder a vitória da jornada das 30horas.

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