Plenária nacional da Fasubra indica intensificação da mobilização

Compartilhar:

Com a participação de delegações de todo país, a plenária nacional da Fasubra, dias 13, 15 e 15 de junho, debateu rumos e desafios do movimento dos técnico-administrativos em educação das instituições federais na luta pelo cumprimento do acordo por parte do governo, conquistado com a greve da categoria que durou 113 dias em 2024.

O objetivo foi o de traçar estratégias de intensificação da mobilização e enfrentamento às pautas que afetam diretamente o serviço público e a categoria.

Depois de informes da Coordenação jurídica e de Organização Sindical, representada pelo coordenador Marcelo Rosa, e das coordenadoras gerais que participam das diversas instancias de negociação do acordo, os grupos que compõem a direção nacional – Campo Cutista, Travessia, Unidade para Lutar, CTB e Chapa 10 – realizaram minuciosa análises da conjuntura.

Em foco, além do cumprimento do acordo de greve, e a suspensão dos trabalhos da mesa de negociação no dia 12 de junho com a CNSC, o avanço da reforma administrativa apontada em discussão no Congresso Nacional como um ataque frontal ao Estado promotor de direitos sociais, por setores da direita e extrema direita.

Temas como estratégias de enfrentamento da conjuntura, indicativo de greve, estratégias de resistência e a construção de um plano de lutas unificado foram recorrentes nas intervenções dos delegados, revelando um clima de mobilização crescente na base.

Manutenção do estado de greve

O coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis, coordenador de Comunicação da Fasubra, informou que houve, na plenária, de fato um forte debate sobre a conjuntura, com a maior parte da base apontando dificuldades aponta dificuldades de mobilização.

“A maioria na Federação, depois destes três dias de forte debate, avaliou a necessidade de intensificar a mobilização. Vamos trabalhar com as entidades de base para consolidar uma política colocando também entre os eixos de luta, a reforma administrativa que entra no cenário”, disse o coordenador.

Segundo ele, foi importante que a plenária tenha apontado o caminho para manutenção do estado de greve e intensificação das mobilizações. “Vamos fortalecer a mobilização nas bases para que daqui a um ou dois meses possamos estar em um patamar diferente do que temos hoje, para então. apontar a necessidade de construção da greve, acredito que com o (conjunto do) Serviço Público, e contra a reforma administrativa”, concluiu, lembrando que segue a luta em torno dos pontos que ainda estão em debate no MEC.

Fotos: Arquivo Fasubra

Ato dia 17 contra a reforma administrativa

“O que está por vir é um grande ataque aos direitos sociais sob o discurso de eficiência, modernidade e combate aos privilégios. E o que está em jogo é a garantia de políticas públicas que só são possíveis graças aos serviços públicos”, alerta a Federação na convocação para um protesto contra a reforma administrativa, nesta terça-feira, 17, quando ocorre, na Câmara dos Deputados, em Brasília, audiência Pública convocada pelo grupo de trabalho sobre reforma administrativa do Estado brasileiro.

O ato, no Anexo II da Câmara, é organizado pelo Foram Nacional de Entidades do Serviço Público Federal (Fonasefe), do qual a Fasubra faz parte.

COMENTÁRIOS