Rebeldia na Central do Brasil

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Representantes de movimentos socialistas e partidos de esquerda reuniram-se na Central do Brasil para marcar o Dia da Rebeldia contra o imperialismo norte-americano. Um ato simbólico em referência ao 26 de julho de 1953 data do ataque dos rebeldes cubanos liderados por Fidel Castro ao quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, com a finalidade de adquirir armas e distribuí-las à população para combater o governo ditatorial de Fulgêncio Batista.
Este ataque é símbolo da luta revolucionária e representou uma virada histórica para todos processos de insurreição na segunda metade do século XX, na América Latina e no mundo. Por isso as organizações resolveram realizar o ato reunindo a rebeldia cubana que resiste ao bloqueio dos EUA há mais de 60 anos, com a rebeldia palestina que resiste a um verdadeiro genocídio promovido por Israel e combater o imperialismo estadunidense tendo a frente Donald Trump que agora ataca a soberania do Brasil.

O coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente, criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, acusando-o de ditador e de tentar governar o mundo. Denunciou o imperialismo americano, citando o bloqueio econômico à Cuba e o apoio dos EUA a Israel, que vem assassinando palestinos. Esteban relacionou essas ações com a exploração da classe trabalhadora, tanto no Brasil quanto em outros países, acusando Trump de interferir nos assuntos brasileiros e apoiar os golpistas do 8 de janeiro.
“Na manhã de hoje, Trump disse que além de governar os Estados Unidos, ele governa o planeta. Ele só esqueceu de combinar com os povos do mundo, porque aqui no Brasil, Donald Trump não manda, quem manda é o povo brasileiro, é a classe trabalhadora brasileira. Trump e o imperialismo americano acham que podem fazer o que quiserem com as economias dos países que não concordam com a política externa deles. Por isso, há mais de 50 anos, proíbem o comércio internacional, matérias-primas, maquinário, remédio, alimentação, para vários países. Um dos países onde essa crueldade mais acontece é o território de Cuba e eles ainda dizem que Cuba é que é o lado mau da história. Mas como diria Chávez, ex-presidente da Venezuela, o demônio é yanque e não do povo latino-americano. Também na Palestina, milhões estão sendo assassinados e as armas, as armas que estão sendo usadas, são armas produzidas nos Estados Unidos, com facilidades comerciais, com tarifas reduzidas, com fluxo de comércio livre entre os Estados Unidos, nas Américas e Israel, para matar o povo assassinado com balas ou de fome. Vale livre comércio. Agora, pra poder o povo se alimentar, ter acesso a produtos de alta tecnologia ou industrializados, aí vale taxação, porque ameaça o domínio deles sobre o resto do mundo.”
Esteban relacionou essas ações com a exploração da classe trabalhadora, tanto no Brasil quanto em outros países, acusando Trump de interferir nos assuntos brasileiros e apoiar golpistas.
“E o que isso tudo tem a ver com a classe trabalhadora? Tudo, porque se já não bastasse aqueles que nos roubam aqui no país, os bilionários, os deputados do Centrão e da extrema direita, que roubam o Orçamento Público, os bancos, as bets, todos esses que se juntam contra o povo, nós ainda temos Donald Trump contando aqui no Brasil com seus lacaios, com os golpistas. Por isso, a classe trabalhadora diz em alto e bom som, aqui não. Viva a soberania do povo brasileiro, fora Trump, fora sua ingerência aqui, viva a luta da classe trabalhadora.”

 

Imperialismo não!

Iran Roedel, presidente da Casa da América Latina, expressou solidariedade às lutas de povos oprimidos globalmente, com foco em Cuba e Palestina. Criticou o bloqueio a Cuba e a atuação de Israel, equiparando-a ao nazismo. Denunciou o imperialismo e suas táticas, incluindo o que ocorre no Brasil com o “tarifaço”. Ressaltou a necessidade de mobilizar o povo brasileiro para defender a soberania, com a esquerda liderando essa iniciativa.
“Nós completamos mais de 60 anos de bloqueio a Cuba. Um bloqueio que tem por objetivo derrotar a revolução pela fome, pela doença, mas o povo cubano resiste e resistirá sempre. Assim como o povo palestino, também em Gaza, que luta contra um dos exércitos mais poderosos do planeta, que é o exército de Israel. O exército de Israel comandado pelo nazi-sionismo. Lembremos sempre que falar mal e condenar atitudes do governo de Israel não é ser contra o povo judeu, mas muito pelo contrário, é defender também a sua existência. O imperialismo não poupa qualquer atitude para derrotar e para continuar tendo os seus lucros e explorar a população mundial. E agora está fazendo isso também aqui no Brasil com esse tarifaço, mas o nosso governo optou ao invés de colocar povo na rua convocar somente os empresários e esqueceu dos trabalhadores, aqueles que sempre construíram esse país. Então esse é o primeiro ato, um inicial de vários outros que temos de convocar para colocar o povo na rua. Se o governo não faz, a esquerda tem de fazer.”

O diretor da Associação Cultural José Martí, conhecido como Mergulhão, e integrante da Internacional Antifascista, que é uma junção de várias organizações comprometidas com o combate ao fascismo, foi categórico sobre as consequências do imperialismo para os povos.
“Trump hoje desmascara completamente o imperialismo mostrando o que ele significa. Imperialismo significa exploração, imperialismo significa acabar com a independência dos povos latino-americanos. Estamos aqui, saudamos todos. Estamos na luta, Palestina livre, fim do bloqueio, abaixo o imperialismo e vivo o socialismo.”

 

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