Aula de Brasil: relatos do passado que se repetem nos dias atuais

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O GT Antirracista do Sintufrj convidou duas especialistas no tema “Ditadura, Negros e Indígenas” que, nesta quinta-feira, 16, deram uma aula de Brasil. A psicóloga e pesquisadora Áurea Alves Cardoso, autora da tese de doutorado “Mulheres do Araguaia – labuta como expressão do viver”, região onde nasceu e viveu no período em que as Forças Armadas perseguiu e assassinou 70 guerrilheiros — jovens que lutavam pelo fim do regime ditatorial –, fez um relato sobre como ocorreu o genocídio de indígenas, também de camponeses e famílias ribeirinhas, de 1969 a 1972. “Para tomar suas terras e distribuí-las a grandes empresas para implantação de projetos megalômanos”, observou, em nome do desenvolvimentismo capitalista criminoso.

A historiadora Luciana Lombardo, servidora da UFRJ mas cedida ao Arquivo Nacional, ilustrou sua narrativa sobre o tema com a  exibição do vídeo de 10 minutos produzido pela Comissão Memória e Verdade da universidade, da qual faz parte. Eram imagens da repressão militar nos centros urbanos, nas aldeias indígenas, nos bailes black e de remoção dos moradores pobres e negros do centro da cidade para localidades distantes do seu convívio social e do trabalho, como as Vilas Kenedy (nome em homenagem ao presidente dos Estados Unidos na época) e Aliança, e Cidade de Deus criadas para esse fim. Ao mesmo tempo em que as favelas eram invadidas e seus habitantes expulsos e lideranças de comunitárias que organizavam a resistência assassinadas.

A reunião foi híbrida (presencial e on-line). Leia a matéria completa na edição do Jornal do Sintufrj 1464.  FOTOS: RENAN SILVA

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