Carreata, ato no Consuni e assembleia marcam dia de luta da UFRJ

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Uma carreata com dezenas de companheiros, que saiu pouco depois das 8h da sede do Sintufrj, no Fundão, e percorreu ruas do Fundão rumo ao Cetro de Tecnologia onde acontecia o Conselho Universitário, marcou a manhã deste dia de luta dos trabalhadores técnicos-administrativo em Educação da UFRJ, 23 de outubro. O ato prosseguiria a tarde com assembleia simultânea no Fundão e Macaé.

O protesto foi contra injustiças sociais e tributárias, envolvendo pautas locais e de âmbito nacional: contra a cobrança de honorários de sucumbência em processos recebidos por servidores; contra a reintegração do Clube de Funcionários da Petrobras (Cepe-Fundão), pela garantia do direito aos adicionais de insalubridade e pelo direito de movimentação de trabalhadores das unidades sob gestão Ebserh.

Na pauta estão ainda o cumprimento do acordo de greve; contra a Reforma Administrativa que ataca o servidor e desmonta o serviço público; pela reposição orçamentária da universidade e contra o orçamento secreto e pelo fim da escala 6 x 1.

Ao microfone, junto ao carro de som do Sintufrj, o coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis lembrou: “Hoje é dia luta contra as injustiças sociais. Dia de lutar contra o pagamento de horários de sucumbência, contra o pagamento de reposição ao erário de processos que ganhamos e recebemos de boa-fé; dias de lutar contra a injustiça de fechar o clube da Petrobrás. Então hoje, todo mundo na rua, na luta, defendendo nossos direitos. É dia também de lutar contra a Reforma Administrativa e pelo cumprimento do acordo de greve”.

“Além disso, nossa categoria está na luta pelo fim da escala 6 x 1 Que é uma luta de todo povo trabalhador por mais qualidade de vida, por mais emprego. Porque com menos horas trabalhadas são mais vagas. Estamos na luta pelo cumprimento integral do acordo de greve, contra a Reforma Administrativa e, em solidariedade, pela permanência do Clube de Empregados da Petrobras do Fundão. Temos que exigir que os banqueiros parem ser os principais beneficiados com orçamento público. Quem tem que se beneficiar com orçamento é quem trabalha e gera riqueza, é a classe trabalhadora. Somos também pela reconstrução do orçamento da universidade, contra a reforma administrativa que cassa os direitos dos servidores. Defendemos o cumprimento integral do acordo de breve e a equiparação dos benefícios. Estamos aqui também em solidariedade aos companheiros do Cepe Fundão”, reiterou o coordenador-geral Esteban Crescente também à frente da manifestação.

Rumo ao Consuni

Contando com dezenas de servidores, estudantes, a carreata seguiu por uma das pistas em direção ao CT, mas fez uma parada na sede do Clube, onde realizaram protesto contra o seu fechamento e a consequente suspensão dos serviços à comunidade da UFRJ, aos sindicalizados do Sintufrj, e a demissão dos trabalhadores. Paulo Nascimento, do Sindicato dos Petroleiros, falou em nome da categoria e dos trabalhadores do clube que também se integraram a manifestação, assim como os profissionais do Espaço Saúde do Sintufrj que executam relevantes projetos no clube.

Depois, o grande grupo se dirigiu ao bloco A do CT, onde deixaram os carros para seguir em ruidosa passeata pelos corredores.

“Não tem dinheiro para a Educação, mas tem dinheiro pra banqueiro e pro Centrão”. Com palavras de ordem assim, com grandes faixas, bandeiras e muitos cartazes, foram para o auditório E 212 onde acontecia o Conselho Universitário.

No Consuni

O grupo ocupou o auditório do Consuni, com as grande faixas e cartazes e reproduzindo em jogral as palavras dos coordenadores-gerais com as pautas da manifestação, inclusive a defesa da UFRJ e a necessária recomposição orçamentária e o pedido à reitoria para reforçar o apoio ao recurso junto à AGU quanto aos honorários de sucumbência.

Falando em nome do Sintufrj, o coordenador Francisco de Assis explicou que embora a reitoria tenha aberto espaço de diálogo, a categoria definiu o dia de luta em função de uma série de injustiças que vem sofrendo: “Para a gente é injusto que o Congresso fique prendendo um quarto do orçamento público e a universidade tenha que fazer projetos para angariar recursos. Estamos lutando em defesa da universidade. Não é justo que a Universidade cobre reposição ao erário. Nós temos um conjunto grande de trabalhadores e apresentados que estão nessa situação. A cobrança de honorários de sucumbência por advogado da AGU, de trabalhadores que ganham dois, três salários mínimos, pra gente é imoral. Ter que pagar altos custos processuais, valores exorbitantes em prazo de dez dias está afetando o orçamento e a vida das pessoas. A gente acha injusto que a universidade queira fechar o CEPE, um espaço, que atende nossa comunidade, nossos sindicalizados, aposentados, que fazem ginástica e natação naquele importante espaço de integração social”, pontuou o coordenador.

Milton Madeira lembrou que todos os trabalhadores das instituições sofrem com o sucateamento e com salários, principalmente terceirizados. “Em Macaé, eles não recebem treinamento, não recebem insalubridade”, disse ele, criticando o fato de que, enquanto há isenções fiscais de bilhões para empresários, se ataca trabalhadores da universidade com honorários de sucumbência.

Luciana Borges, que também é coordenadora de Comunicação do Sintufrj reiterou as palavras da conselheira Gerli Miceli, também técnica-administrativa (que anunciou que os trabalhadores RJU se recusam a usar crachás da Ebserh pois entendem que são do IPPMG da UFRJ), reiterando a rejeição ao crachá da empresa, “Nós somos RJU, trazemos no peito a honra de pertencer a UFRJ. A gente quer o apoio da Reitoria em relação a essa posição e estamos num dia de luta pelo cumprimento do acordo integral da greve”, disse ela, anunciando a mobilização nacional do dia 29, pelo acordo mas também contra a reforma administrativa, “um retrocesso histórico na luta dos trabalhadores”, concluiu.

Substituindo o reitor, Cássia Turci apontou a realização de reuniões para o encaminhamento das pautas.

 

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