Centenas de servidores públicos de todo país tomaram as ruas de Brasília na manhã desta quarta-feira, 29, na Marcha Nacional Unificada contra a Reforma Administrativa. Caravana da Sintufrj com 56 companheiros fortaleceu o ato.
Protesto, que contou com servidores federais, estaduais e municipais e dezenas de delegações de técnicos administrativos de várias partes do país, também foi pelo cumprimento do acordo de greve.
Veja a dimensão da marcha e a participação dos representantes da UFRJ, nas lentes de Renan Silva

De manhã, grande marcha. À tarde, no MEC e MGI
O ato começou por volta das 10h, com concentração no Museu Nacional, seguido da marcha até os ministérios, e reuniu, segundo a Fasubra, entre 15mil e 20 mil pessoas (só da federação participaram cerca de 900 companheiros ), como conta o coordenador de Comunicação do Sintufrj Fabiano Pereira. Ele destaca ainda as falas em apoio de parlamentares e lideranças de diversas centrais sindicais e entidades do serviço público, contra a PEC da Reforma Administrativa. “Acho que é algo interessante que a reforma administrativa uniu até grupos opostos já que aponta para a destruição do serviço público. Foi um ato volumoso. Há muita gente aqui em Brasília com fortes palavras de ordem e lembrando que o deputado que votasse a favor da reforma não seria mais votado”, disse Fabiano.
A coordenadora de Comunicação Antônia Karina lembra ainda que o ato contou com 30 caravanas só da Fasubra. “Foi muito bem organizado. Com vários carros de som e muita gente falando sobre a importância de barrar essa PEC 38, protocolada agora há pouco. Sobre a importância do serviço público se unir e sobre a força que tem. Porque, colocar 15 mil pessoas em Brasília depois de um feriado é bastante coisa. Foi um ato muito forte, muito importante”, avaliou a coordenadora, contando ainda que à tarde, Fasubra e Sinasefe convocaram entidades ainda presentes para mais um ato em frente ao MEC, para cobrar o cumprimento do acordo de greve e que o governo se manifestasse em relação a PEC 38. O grupo se dirigiu ainda ao MGI, reiterando as mesmas pautas.
Também coordenadora de Comunicação, Luciana Borges lembrou que a marcha teve objetivo de barrar a PEC 38, que representa verdadeiro desmonte do serviço público, com inúmeros prejuízos tanto para servidores quanto para a população. “Tivemos também o objetivo de pressionar o governo por uma manifestação pública contra a PEC . Depois, nos encaminhamos ao MEC e ao MGI para pressionar o governo pelo cumprimento do acordo da greve, o que inclui o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), a racionalização dos cargos, a jornada de 30 horas e a equiparação dos benefícios com o poder Judiciário e Legislativo”, explicou.
Ato com adesão expressiva
Os coordenadores de Organização e Política Sindical avaliaram a atividade.
Para José Carlos Xavier, “foi um ato importante, rico, com muitas entidades, e trabalhadores das universidades. Na parte da tarde nós fizemos um ato no MEC e viemos em marcha também até o prédio do MGI. E vamos continuar lutando para quebrar essa reforma administrativa”. Hilem Moisés comemorou “o grande ato e a grande marcha contra a reforma administrativa hoje em Brasília, com entidades do serviço público, federal, estadual e municipal unidos na luta contra essa “deforma” que visa transformar nossa definição de Estado, extinguir nossos direitos. A gente não pode se calar, porque ao prejudicar servidores, prejudica o Estado como um todo e toda a população. E nós, da Fasubra e do Sintufrj, estivemos aqui presentes, cobrando também o cumprimento integral do acordo de greve”.
Paulo Roberto destacou que a categoria atendeu a convocação das entidades, centrais sindicais, da Fasubra, e dos fóruns do Funcionalismo Público, para a grande marcha contra a reforma administrativa “que a gente sabe que é um grande ataque aos nossos direitos, à estabilidade , que estabelece um teto de gastos, a intervenção de pessoas alheias ao serviço público nas chefias. O ato foi muito bonito, com uma adesão expressiva”, disse ele alertando que é importante que todas as entidades, servidores de base e toda a sociedade entendam que essa reforma “é um grande retrocesso, não só para o serviço público, mas a sociedade. “Ela compromete a continuidade de serviços. Por isso, se necessário, a gente lota Brasília novamente, com ainda mais gente, mais bandeiras. Como a gente conseguiu parar na PEC da bandidagem, a gente vai conseguir parar essa grande “deforma”, a destruição do que a gente almeja para o serviço público”, concluiu.
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