19 de janeiro, dia da reunião no MGI, é também dia nacional de luta

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A plenária virtual da Fasubra realizada dias 19 e 20, com delegadas e delegados de todo país, definiu encaminhamentos sobre o indicativo de greve, diante da conjuntura atual e das negociações em curso com o governo.

Segundo a Fasubra, após amplo debate, deliberou-se pela realização de nova plenária, desta vez presencial, nos dias 24 e 25 de janeiro, após a reunião da Fasubra com o Ministério da Gestão e da Inovação  (MGI), agendada para 19 de janeiro.

O encontro é considerado estratégico para a avaliação dos rumos da mobilização e para a construção coletiva das próximas ações da categoria.

Para lembrar, em reunião da Fasubra com o MGI em 16 de dezembro, representantes do ministério apontaram a possibilidade de alteração do projeto de lei do governo (PL 6170/2025), que deturpou o que foi firmado com a categoria no acordo de greve sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). A alteração será apresentada nesta nova reunião.

“A Fasubra reforça a importância da participação de toda a base nas próximas ações, paralisação e ato, destacando que a unidade e a organização seguem sendo fundamentais na defesa dos direitos e das reivindicações dos Técnico-Administrativos em Educação”, informa texto da entidade.

Os presentes discutiram o novo cenário a partir do teor do PL, a necessidade de aguardar a reunião do dia 19 e o indicativo do indicativo de greve para fevereiro de 2026. O encontro com o MGI é considerado estratégico para a avaliação dos rumos da mobilização e para a construção coletiva das próximas ações da categoria.
Por isso, a Fasubra reforça a importância da base nas próximas ações, paralisação e ato: “A unidade e a organização seguem sendo fundamentais na defesa dos direitos e das reivindicações dos Técnico-Administrativos em Educação”, diz a federação.

Cenário mundial temerário

Para o coordenador de Comunicação da Fasubra e coordenador-geral do Sintufrj, as incertezas do terrível cenário internacional, com o ataque de Trump à Venezuela e reflexos possíveis em toda América Latina, impacta também nas definições internas, inclusive nas negociações com o governo, o que exige ainda maior mobilização enquanto classe trabalhadora.

Segundo ele, é preciso ações de rua e mobilização no dia 19, embora não seja possível realizar paralisação, com atenção às redes sociais do movimento nacional para acompanhar os desdobramentos da reunião prevista para este dia (            que não se sabe se vai acontecer diante do cenário internacional).

Segundo a coordenadora-geral Sharon Stèfani foi importante a discussão sobre a entrada em greve a partir do dia 23 de fevereiro, apesar de algumas universidades ainda relataram necessidade de mobilização: “Acredito que na UFRJ conseguiremos essa mobilização, Historicamente, muitas vezes, nós, da UFRJ, iniciamos greves e conseguirmos fazer uma mobilização forte. Ainda mais com toda esta alteração do cenário político, temos que ter a base ainda mais mobilizada, não somente como categoria mas também como cidadãos para que nossas atividades tenham número expressivo de companheiros”..

Francisco completou afirmando que a situação se acirra ainda mais, com a necessidade de povo nas ruas, não apenas pelo cenário internacional com reflexo em toda América Latina, mas também pelo cenário local, com o sequestro do orçamento público pelo Congresso Nacional, retirando recursos das universidades: “Temos que somar forças na defesa do orçamento junto com Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino superior (Andifes) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) para fazer frente pressão junto a parlamentares contra essa vergonha que é o sequestro de parte do orçamento, acumulando energia para, nas próximas eleições, mudar de fato este Congresso que é a meta do campo progressista”.

 

CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÃO

Segundo o último ID da Fasubra

19 – Reunião com MGI 19 – Dia Nacional de Luta com paralisação e atos nas instituições e estados e em Brasília para pressionar o governo pelo cumprimento integral do acordo e contra a reforma administrativa.

07 a 21 – Rodada de Assembleias

21 a 23 – Reunião Direção Nacional

24 e 25 – Plenária Nacional

 

 

 

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