No dia 13 de maio que não foi o da abolição real da escravatura os trabalhadores da educação federal e estadual reafirmaram a unidade de sua luta pela valorização da categoria e realizaram ato-conjunto no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ, no largo de São Francisco com caminhada até a estátua da vereadora assassinada Marielle Franco que fica no Buraco do Lume.
Foi o protesto marcado nacionalmente pela Fasubra no dia de reunião de negociação com o MEC e que no centro do Rio reuniu servidores da UFRJ, UFF, Unirio, Rural, Uerj/Uenf. No IFCS houve protesto também dos trabalhadores sobre a Lei Áurea de 13 de Maio, lei que libertou formalmente os negros – uma população sequestrada da África e mantida escravizada no Brasil por mais de três séculos, sem garantir terra, trabalho, educação ou condições dignas de sobrevivência – mas não deu condições para sua liberdade plena.
Os trabalhadores exibiram cartazes sobre a greve e distribuíram panfletos explicativos para dialogar com a população no Largo de São Francisco e também ao longo do trajeto da caminhada. “Eu tô na luta por valorização. Essa é a greve da Educação”, entoaram todos juntos no IFCS e pelo centro da cidade.
Assembleia
Antes da caminhada houve a assembleia geral dos trabalhadores da UFRJ em que foram referendados os nomes dos companheiros que estão em Brasília para participar da plenária virtual da Fasubra que acontecerá este fim de semana. Essa foi a única pauta tratada, haja visto pelo seu caráter de assembleia-ato.
Na oportunidade foram feitas várias falas sobre a greve, o acordo não cumprido integralmente pelo governo, a situação da educação que está sucateada em âmbito federal e estadual, os salários defasados, e a realidade do Orçamento que se encontra sequestrado pelos deputados oportunistas do Centrão (bloco que reúne parlamentares que legislam por interesses próprios e ou das elites financeiras, empresariais e do agronegócio no Congresso Nacional).
Falas essas de companheiros da UFRJ como também da UFF, da Unirio, da Rural e da Uerj. O coordenador da Unirio, Rodrigo Ribeiro, por sua vez, denunciou a privatização do Hospital Gaffrée Guinle, referência no tratamento de câncer, e pediu apoio a luta contra essa privatização aos companheiros das demais universidades.




