O Salão Azul do Instituto de Biologia do Centro de Ciências da Saúde (CCS) sediou, na manhã desta quinta-feira, 2 de julho, a mesa que marcou a abertura da celebração dos 72 anos do Herbário “RFA”, uma coleção científica do Departamento de Botânica do IB. O herbário foi fundado em 1954 e abriga mais de 45 mil espécimes de plantas, algas e fungos, servindo de base para o ensino e a pesquisa.
Com o tema “Preservando e descobrindo a biodiversidade nas Coleções biológicas”, o evento contou, na mesa de abertura, com a vice-reitora Cássia Turci, Débora Anjos, coordenadora de Extensão do CCS, Cristina Nassar, vice-diretora do Instituto de Biologia, Maria Beatriz, chefe do Departamento de Botânica e Rosana Conrado Lopes, curadora do Herbário RFA. Além desta mesa, o setor organizou uma série de atividades do dia 1º até 3 de julho, em formato hibrido, com palestras visitas guiadas e minicursos.
Entre os temas: “Mini-coleções de porras abertas”, Botânica na Arte”, Da ética ao Cadastro: Pesquisa Etnocêntífica na prática”, “Herbário RFA e exposição permanente”. As palestras são transmitidas pelo canal do Youtube do Herbário (https://www.youtube.com/channel/UCvLdZ0Is_1oHda0SllY4j_A).
Fotos: Renan Silva

A vice-reitora Cássia Turci, Débora Anjos, Cristina Nassar, Rosana Lopes e Maria Beatriz Barbosa compuseram a mesa de abertura.
O Herbário e quem constrói a sua história
Reproduzimos a seguir trechos do artigo publicado no site do CCS, de Carla Y Gubáu (do Herbário RFA), publicado dia 25 de junho, “72 anos preservando a biodiversidade: a história do Herbário RFA e de quem a constrói diariamente”, que conta a história desta importante coleção científica, com contribuições do servidor mais antigo, Jorginaldo Oliveira..

Atualmente, reúne mais de 48.900 espécimes, além de 180 tipos nomenclaturais utilizados na descrição destas espécies. O RFA desempenha papel fundamental na produção de conhecimento científico, na formação de estudantes e na preservação do patrimônio biológico brasileiro.
Jorginaldo, o mais antigo
Parte dessa trajetória pode ser contada a partir da experiência de Jorginaldo Oliveira, o servidor mais antigo em atividade no setor. Sua história na UFRJ começou em 1988, quando ingressou na instituição por meio de um pró-labore da Fundação José Bonifácio. Em 1992, foi aprovado em primeiro lugar no concurso para técnico de herbário e, em 1994, assumiu oficialmente o cargo que ocupa até hoje. Na época, as professoras Cecília Maria Rizzini e Elena Occhioni atuavam como curadoras da coleção, hoje as Curadoras são a Professora Rosana Conrado Lopes e Lana Silvestre.
O contato de Jorginaldo com os herbários teve início antes mesmo de sua chegada à UFRJ, durante seu trabalho no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde desenvolvia atividades relacionadas à prensagem, herborização e intercâmbio científico entre coleções botânicas. Paralelamente à sua atuação profissional, cursou Ciências Biológicas na Universidade Gama Filho, concluindo os cursos de Licenciatura e Bacharelado em 1995. E mais três Especializações, sendo a última de Gestão pública de Universidades Federais, promovida pela UFRJ, e atua pela Rede de Educadores Ambientais do Rio de Janeiro (REARJ), ligada a Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA) desde sua criação. Na UFRJ, é Brigadista Voluntário e atua também como Representante dos TAES no Departamento de Botânica, e na Congregação do Instituto de Biologia, no Conselho de Centro do CCS, é o único Técnico na coordenação de Biodiversidade (COORDBIO/PR2/UFRJ) representando o CCS/IB.
Apesar dos avanços conquistados, o Herbário RFA ainda enfrenta desafios importantes.
De acordo com Jorginaldo, em décadas anteriores, convênios e projetos garantiam maior suporte financeiro para a manutenção do acervo e a capacitação da equipe. Embora o concurso realizado em 2016 tenha fortalecido o Herbário com a chegada de quatro novos técnicos, a ausência de uma verba permanente ainda dificulta a ampliação e a continuidade de algumas atividades, principalmente, a questão de ida a Congressos, Seminários, e Eventos em Geral, ligados ao nosso fazer,um exemplo claro ocorreu no Congresso Nacional de Botânica realizado em Brasília, em 2024, o Herbário-RFA, foi homenageado pelo seu comprometimento com os três pilares da Universidade e pelos serviços prestados a comunidade botânica.do Brasil e do exterior, onde tivemos de custear a nossa ida e volta assim como a estadia, lembro que fomos representar a nossa Instituição..
Desafios
Apesar dos avanços conquistados, o Herbário RFA ainda enfrenta desafios importantes. De acordo com Jorginaldo, em décadas anteriores, convênios e projetos garantiam maior suporte financeiro para a manutenção do acervo e a capacitação da equipe. Embora o concurso realizado em 2016 tenha fortalecido o Herbário com a chegada de quatro novos técnicos, a ausência de uma verba permanente ainda dificulta a ampliação e a continuidade de algumas atividades.
As colaborações entre instituições são uma das soluções encontradas pelo setor para ajudar no crescimento da coleção e no desenvolvimento de pesquisas. Jorginaldo destaca a parceria com o pesquisador Carlos Alberto Cid Ferreira, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que possibilitou a incorporação ao acervo de amostras de folhas de Coccoloba gigantifolia, espécie conhecida por possuir uma das maiores folhas do mundo. Um exemplar encontra-se exposto no corredor do IB.
O site alerta: A publicação foi produzida no âmbito do Curso de Extensão Divulgação Científica, Comunicação e Fotografia, promovido pela Assessoria de Comunicação e Divulgação Científica da Decania do CCS.
Leia a íntegra em https://ccs.ufrj.br/conteudos/72-anos-preservando-a-biodiversidade-a-historia-do-herbario-rfa-e-de-quem-a-constroi-diariamente




