General bolsonarista comanda Ebserh

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Com remuneração de 60 mil reais, Oswaldo Ferreira integra uma casta de militares que exerce altos cargos no governo

 

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – responsável pela gestão de 40 hospitais universitários – é presidida por um militar que auxiliou Bolsonaro desde 2018. Trata-se do General de Exército da reserva Oswaldo Ferreira.

Ferreira acumula remuneração recebida como integrante das Forças Armadas e como executivo da Ebserh: R$ 59.808. Nomeado logo no início do governo Bolsonaro, assumiu a presidência da empresa em 1 de janeiro de 2019.

Oswaldo Ferreira integra uma casta de altas patentes das Forças Armadas cooptadas por Bolsonaro para exercer cargos importantes na administração federal.

Além dos generais bolsonaristas que ocupam cargos com gabinetes no Palácio do Planalto, como o generais Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e Luís Eduardo Ramos, na Secretaria-Geral da Presidência, Bolsonaro pôs no Ministério da Defesa uma espécie de cão de guarda, o general Braga Netto.

A presença militar no governo é substantiva e de peso. Para se ter uma ideia, 16 das principais empresas estatais são comandadas por militares das três forças.

Oswaldo Ferreira, da Ebserh, pertence a uma elite que recebe altas remunerações e que tem no seu cume o presidente da Petrobras, general de Exército da reserva, Joaquim da Silva Luna, com  remuneração astronômica de R$ 260 mil (soma do salário das Forças Armadas e da companhia de petróleo).

Ebserh nesta hora?

A Ebserh retornou a pauta da UFRJ recentemente, depois que uma resistência da comunidade universitária em 2013 impediu que a empresa assumisse as unidades hospitalares da universidade.

Possibilidade de adesão à empresa nesse momento, num governo visivelmente hostil às universidades públicas e à ciência, traz preocupação a amplos setores da instituição.

A perda da autonomia universitária, os prejuízos que uma lógica mercantil que marca a Ebserh trará à formação acadêmica causa arrepios entre servidores técnicos e docentes e estudantes da área de saúde.

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