Manifestação nacional denunciando o avanço dos números do feminicídio levou milhares às ruas. No Rio, o protesto foi em Copacabana, e trabalhadoras da UFRJ mobilizadas pelo Sintufrj, estavam presentes
FOTOS: RENAN SILVA
Cerca de 90 cidades, entre as quais, 24 capitais e o Distrito Federal, foram cenário neste domingo (7) de protesto inédito convocado pelo movimento Levante Mulheres Vivas contra a escalada de feminicídios no país nas últimas semanas no país.
No Rio, a manifestação se concentrou no posto 5 na praia de Copacabana e o Sintufrj participou de forma ativa com a presença de várias trabalhadoras da UFRJ.
Os números são assustadores e nem as medidas que endurecem a punição contra assassinos de mulheres têm sido suficientes para conter a violência. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2024 o Brasil registrou o maior número de feminicídios de história: foram 1492 assassinatos de mulheres tipificados como feminicídios, média de quatro por dia.
Segundo o mesmo anuário, o perfil das ocorrências mostra que 63,6% das vítimas eram negras; 70,5% tinham entre 18 e 44 anos; oito em cada dez foram mortas por companheiros ou ex-companheiros, e 64,3% dos crimes ocorreram dentro de casa.
A manifestação nacional de ontem denuncia o avanço desse tipo de crime – que tem ganho o caráter de epidemia – e exige proteção do Estado. Vários cartazes exibidos nos protestos das Mulheres Vivas traziam a frase: “Pare de nos matar”.





