Governo anuncia recomposição orçamentária para universidades

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Gisele Viana Pires assumiu a  pró-reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças em substituição a Helios Malebranche, do Departamento de Administração da UFRJ

Desde o dia 2 de janeiro, uma das áreas mais sensíveis para o funcionamento da maior universidade federal do país, a Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças, conta com uma nova titular. Gisele Viana Pires, que atuou como pró-reitora de graduação na gestão da professora Denise Pires, foi coordenadora de Desenvolvimento de Educação em Saúde do Ministério da Educação e, recentemente, retornou à UFRJ para assumir a PR-3.

Ela substitui o professor Helios Malebranche, do Departamento de Administração da UFRJ. Seu substituto eventual é George Pereira.

Essa transição ocorre em um momento em que a UFRJ faz os cálculos para sobreviver ao orçamento já apertado.

As universidades e institutos federais que foram atingidos pelas manobras dos parlamentares que na aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) pelo Congresso Nacional tinham subtraído cerca de R$ 500 milhões para abastecer emendas, podem respirar um pouco: o governo anunciou a recomposição dos orçamentos dessas instituições num montante de R$ 900 milhões. Essa verba terá o seguinte destino: R$ 488 milhões de custeio nas universidades, R$ 218 milhões de obras do PAC e R$ 230 milhões na Capes. O impacto da decisão do Congresso havia tirado R$ 25 milhões da UFRJ – já asfixiada com limite orçamentário. Os novos números foram divulgados pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Ifes). Estamos atualizando informações sobre quanto será a parte da UFRJ desse rearranjo no orçamento.

A PR-3 informou (na tarde do dia 21) que até então ainda não se registrava no Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento) a recomposição plena do Orçamento Discricionário. A UFRJ ainda não tinha recebido de volta o que havia sido cortado do PLOA (Dos R$ 410 milhões, constava apenas R$ 404 milhões). A PR-3 aguardava a reposição da diferença. Já para o funcionamento, o valor do corte, de R$ 25 milhões, já foi reposto.

No entanto, mesmo com a reposição, os valores para funcionamento somavam na PLOA R$ 323 milhões, enquanto a previsão de despesas para o exercício de 2026 totalizam R$ 378 milhões. Mais de R$ R$50 milhões abaixo do necessário, segundo o Informe Pr-3 de 17 de dezembro.

Como lidar com poucos recursos

Como à nova pró-reitora deve como lidar com o fato do que as contas da UFRJ exigem mais recursos do que o previsto na LOA e quais seriam as prioridades.

“A dimensão da UFRJ é bastante ampla. Sua abrangência perpassa por inúmeras esferas. Elencar prioridades para uma Instituição Federal de Ensino Superior da magnitude da UFRJ, uma das maiores Instituições Federais de ensino do país, poderia ser injusto, devido à sua complexidade. Ressaltamos que a atual Reitoria permanecerá em constante processo de aprimoramento na elaboração de estratégias e implementação de ações objetivando sua excelência acadêmica e seu compromisso social”, respondeu a professora Gisele Pires.

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