Coordenadores do Sintufrj e representantes do Comando Local de Greve da UFRJ estiveram na sessão do Conselho Universitário desta quinta-feira, 12, para levar as pautas do movimento. Estudantes também realizaram ato no Conselho e apresentaram uma série de reivindicações, como recursos, bolsas e a aprovação do “Plano de Contingência da UFRJ Frente a Eventos de Violência Urbana”.
O conselheiro técnico administrativo Milton Madeira destacou a importância da discussão com a Reitoria sobre a necessidade de implantação de uma das conquistas da última greve, o Reconhecimento de Saberes e Competências e que é preciso celeridade. Madeira lembrou também a grave situação dos trabalhadores terceirizados do restaurantes universitários da UFRJ em greve, comentando que alguns foram demitidos e outros estão com salários atrasados.
O reitor comprometeu-se a realizar reunião com a representações do estudantes e dos técnicos administrativos. A representações TAE buscaria uma agenda já na próxima semana.
Representantes da Reitoria explicaram que a UFRJ está em dia e a empresa não pagou o salário até sexta-feira da semana passada, dia, levando à greve na segunda-feira seguinte que restringiu o serviço. Mas que a regularização dos salários já teria começado no dia 11 e que caminha para a normalização da situação.
Fotos: Renan Silva

Milton Madeira e Marta Batista, conselheiros TAE, acompanhados de representantes do SINTUFRJ e do CLG UFRJ, manifestam-se em defesa das pautas da categoria, como o RSC, e em apoio às reivindicações dos estudantes, como a urgência do plano de contingência diante de conflitos e situações de violência urbana.

Ouça a fala do conselheiro Milton Madeira
Registro: Felipe Bapeli
Estudantes em luta

Os estudantes levaram reivindicações, apontando uma série de problemas já nos primeiros dias de aula, como a crise dos trabalhadores dos bandejões, o corte de verbas que levou à restrição de bolsas de estudo.
Henderson Ramon explicou que parte do teto do bandejão da letras foi danificada pelas fortes chuvas levando à obra no local, fechando o restaurante. Contou que os trabalhadores terceirizados estão sem salários, e que milhares de pessoas não tiveram o que comer em função da paralisação do serviço. Contou que aulas da Escola das Belas Artes foram suspensas por problemas relacionados ao encanamento no edifício. E relatou a redução do número de bolsas (eram 1400 e agora são 1120) devido ao corte de orçamento.
Os estudantes destacaram ainda a importância da aprovação, em regime de urgência, do Plano de contingência diante de situações de violência urbana, com um protocolo de ações instituições que protegeriam estudantes, inclusive do ponto de vista acadêmico, que ou moram ou precisam passar pelas em áreas atingidas, ou são afetados de alguma forma, para chegarem a universidade. O Plano é uma reivindicação antiga, em formulação há mais de dois anos, mas que não se define no colegiado.
Chegou a ponto da Comissão de Legislação e Normas (CLN) não apresentar o parecer (necessário para uma apreciação e votação no colegiado) ao plano que constava como primeiro ponto de pauta da sessão. Os estudantes reivindicaram, então, um breve protocolo de segurança elaborado pela reitoria que vigoraria até a aprovação do definitivo no colegiado. A proposta foi rejeitada pela maioria.
Porém ficou decidido que na próxima sessão haverá apresentação da proposta pela comissão que elaborou o plano; na sessão seguinte, a CLN apresentará seu parecer e o ponto permanece no colegiado até que esteja definido.




