Ato da Educação encerra jornada de luta em Brasília

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Depois de participar da Marcha em Defesa da Classe Trabalhadora 2026, dia 15, os técnicos administrativos em educação que ocupam Brasília vindos de todas as partes do país participaram do Dia Nacional de Luta da Educação Federal nesta quinta-feira, 16, em frente ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Foi o Ato da Educação que encerrou a jornada de luta da categoria em Brasília. A caravana do Sintufrj fez diferença.

Os caravaneiros do Sintufrj – uma comitiva considerável de 90 companheiros – fortaleceram as manifestações dos trabalhadores no Planalto Central e particularmente nesse Ato da Educação, no MGI, para forçar o governo ao cumprimento integral do acordo de greve, com destaque para a regulamentação imediata do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Estes, depois cumprirem a agenda de lutas sob o clima seco de Brasília, já estão com o pé na estrada retornando ao Rio de Janeiro.

A coordenadora-geral da Fasubra, Cristina Del papa, culpou o MGI pela deflagração da greve e falta de negociação:

“Não é verdade o que governo diz que o gargalo em relação as nossas reivindicações está no MEC. O gargalo está no MGI. Por isso estamos fazendo esse ato no MGI. Quem tem que arcar com o ônus da nossa greve é  o MGI. Quem tem que pagar o ônus de não ter negociação é o MGI. A ministra, por sua vez, que é servidora pública e da UFRJ não nos valoriza. Não valoriza a comunidade universitária da qual faz parte. Então, essa conta é para ela e para a  Secretaria de Gestão de Pessoas e de Relações de Trabalho que hoje está ocupada por José Lopez Feijóo. Então é sim o MGI o responsável. E por isso viemos aqui para colocar o ônus onde é devido. É devido ao MGI”,  anunciou Del papa em frente ao MGI.

 

A coordenadora do Sintufrj, Marli Rodrigues, falou da indignação da categoria frente a atitude do governo

A Greve dos técnico-administrativos em educação (TAE), em 2026, já passa de 40 dias, com a participação de mais de 50 instituições federais de ensino. A categoria reivindica do governo o cumprimento integral do termo de acordo assinado ao fim da greve de 2024  e que abram mesa de negociação com os trabalhadores da educação.

 

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