Cerca de até 20 milhões de trabalhadores brasileiros atuam na escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso). A maioria é de profissionais dos setores de comércio, varejo, serviços essenciais, saúde e restaurantes, com menor renda e escolaridade, incluindo trabalhadores domésticos, telemarketing e linhas de produção.
A redução da jornada, com a manutenção salarial, é uma questão dessaúde, dignidade e justiça social, concluem estudos realizados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioecômicos (Dieese). A escala 6×1 precariza e leva os trabalhadores a exaustão. O fim desse modelo pode aumentar a produtividade e gerar 4,5 milhões de novos empregos.
Estudos apontam:
Precarização da Saúde – A escala de 6 dias de trabalho por 1 de descanso gera exaustão física e mental, elevando o risco de doenças ocupacionais e reduzindo a qualidade de vida.
Geração de Emprego — A diminuição da jornada de trabalho (por exemplo, para 4×3) é vista como alternativa para a criação de vagas, dividindo melhor o trabalho existente.
Produtividade — Defende-se que um trabalhador mais descansado é mais produtivo, refutando a ideia de que a redução da jornada prejudica a economia.
Redução sem perdas salariais — A pauta central é o fim da 6×1 com a manutenção dos salários atuais, visando combater a desigualdade social.
PEC 221/2019
Representantes do governo federal, especialistas no tema de esquerda e economistas progressistas apoiam fortemente o fim da escala 6×1, defendendo a redução da jornada de trabalho como forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e aumentar a produtividade. A visão geral é que a escala 6×1 é desumana e gera exaustão, estresse, burnout e doenças, prejudicando o tempo de convivência com a família, para o lazer e estudos.
Estava previsto para quarta-feira, 15, dia da Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília, reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, da Câmara dos Deputados, que analisaria, entre outros itens da pauta, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que trata da redução da jornada de trabalho no país. De autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outros parlamentares, a proposta altera dispositivo da Constituição Federal para estabelecer a diminuição progressiva da jornada semanal para 36 horas, a ser implementa ao longo de 10 anos.




