Ruas ocupadas
Presidente fez chamado à participação política de jovens e relembrou negacionismo de Jair Bolsonaro durante covid-19

Ao lado de aliados políticos, o presidente Lula fez um discurso na Avenida Paulista para mais de um milhão de pessoas que ocuparam as ruas da capital paulista neste domingo (11).
“Esse ato é uma lição. Ou vocês participam da vida política, ou ela não tem conserto. Vocês têm que assumir a responsabilidade, enquanto são jovens, de ir à luta. Esse país não pode perder a democracia, por pior que ela seja”, afirmou.

“700 mil mortes”
Lula também lembrou a atuação do governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19. O presidente criticou o negacionismo e a falta de humanidade que atribuiu a Bolsonaro durante a crise sanitária, que matou mais de 700 mil pessoas no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

Conquista de votos
Durante o discurso, Lula destacou a importância da participação dos eleitores no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. O presidente mencionou o número de abstenções no primeiro turno e ressaltou a necessidade de dialogar com as pessoas idosas sobre a importância do voto.
“Tivemos mais de 30 milhões de pessoas que não foram votar. Muitas pessoas com mais de 70 anos não votaram porque a lei não exige que votem. Temos que conversar com as pessoas que têm entre 60 e 70 anos e acham que não precisam votar. Ter 60 ou 70 anos não transforma a pessoa em inútil. Se a pessoa não quer votar por ela, tem que ir pelo filho, neto, bisneto e pela pátria para cuidar”, destacou o presidente.
Lula também fez referência à própria idade ao falar sobre motivação:
“Se o Lula, com 81 anos, está com a energia que está, é porque eu quero provar que a idade não faz a gente ficar velho. O que faz a gente ficar velho é a falta de motivação.”
Além de Lula, discursaram o vice-presidente Geraldo Alckmin; o governador eleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues; o governador eleito do Ceará, Elmano de Freitas; o governador eleito do Piauí, Rafael Fonteles; e a primeira-dama Janja.




