As eleições estão chegando, e a gente sabe muito bem o que está em jogo.
Por: Fasubra Sindical
Entre 2016 e 2022, vivemos seis anos de terra arrasada. Salário congelado, auxílios corroídos, carreira atacada, universidade tratada como inimiga. Muita gente adoeceu, muita gente pensou em desistir. Mas a categoria não baixou a cabeça.
Fomos para a rua. Paramos a universidade na greve de 2024 e de novo na greve de 2026. Foi essa luta que arrancou reajuste, recompôs os auxílios e conquistou o RSC, uma reivindicação histórica que só saiu do papel porque nós não arredamos o pé.
Nada disso caiu do céu. Veio da nossa organização, e veio também porque, em outubro de 2022, derrotamos nas urnas o projeto que queria destruir a universidade pública. Greve e voto não se excluem: um sustenta o outro. Com o governo errado, não há mesa de negociação que se abra. Com o governo certo, ainda é preciso luta para que ela entregue alguma coisa.
Por isso, nestas eleições, o nosso voto tem lado. Vamos votar em quem defende a universidade pública, a soberania nacional e os direitos da classe trabalhadora, incluindo o fim da escala 6×1.
E vamos dizer com todas as letras: ainda é pouco.
Merecemos a redução da jornada de trabalho. Merecemos o fim do arcabouço fiscal, que tira dinheiro da saúde e da educação para entregar ao mercado. Merecemos universidades e institutos plenamente democráticos, condições dignas de trabalho e uma assistência estudantil à altura de quem estuda nesta instituição.
Por tudo isso a necessidade do voto no presidente Lula neste 2º turno das eleições, no domingo, dia 25 de outubro de 2026.




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