A 12 dias do segundo turno das eleições (25 de outubro), o ato UFRJ com Lula com passeata na Cidade Universitária no campus do Fundão, promovido pelo DCE Mário Prata nesta terça-feira, 13, marcou o apoio dos estudantes da universidade à reeleição do presidente Lula (PT).
As principais bandeiras expostas na manifestação foram empreender uma luta antifascista, defender o fim da escala 6×1 e reivindicar mais verbas para a educação.
Os estudantes se concentraram no gramado da Faculdade de Letras onde fizeram muitas falas e depois seguiram em passeata até a entrada da Ponte do Saber.
“Precisamos sair da universidade, ir às ruas, ir aos bairros disputar o voto. Temos de radicalizar a democracia brasileira para arrancar as mudanças estruturais necessárias para o país. A participação popular é a única forma para transformar nossas vidas”, defendeu a secretária-geral da UNE, Camila Moraes.
Na Letras, falaram representantes do SINTUFRJ, da Associação dos Pós-Graduados (APG) da UFRJ, e os parlamentares do PCdoB, Dani Balbi e Elias Jabour, e do PSOL, Luciana Boiteux, os três professores universitários.
“Com a força da juventude e indo para as ruas para apoiar Lula vamos vencer as eleições!”, afirmou a coordenadora do sindicato, Marli Rodrigues. “É o momento de conversar e convencer. Voto não tem preço, tem consequência. É votar 13 dia 25 de outubro”, completou o coordenador Nivaldo Holmes.
Parlamentares
“Além do voto temos de politizar ao máximo nosso discurso. O inimigo é poderoso, trabalha 24 horas para alçar ao poder e tendo a seu lado a força do imperialismo norte-americano”, afirmou o deputado federal recém-eleito, Elias Jabour.
“É um momento desafiador, difícil e duro. Mas vamos vencer”, anunciou a deputa estadual recém-eleita, Dani Balbi, que é professora da UFRJ.
“É o momento de vermos quem está do lado de Lula e quem do lado da barbárie. E a juventude mostra toda a sua força e indignação. É hora de organizarmos a resistência pelo voto”, destacou Luciana Boiteux, deputada estadual e professora da Faculdade de Direito da UFRJ.
Fim da 6 X 1
O porteiro Matheus Ferreira Galdino, 30 anos, e morador do complexo da Maré, foi ao microfone falar de sua campanha pelo fim da escala 6×1. Ele trabalha num condomínio em Vila Isabel onde mora o professor da Letras, Marcos Scheffill. Marcos elaborou panfletos e adesivos explicativos que distribui à população e Matheus ajuda na distribuição.
“Sou a favor do fim da escala 6 x 1 porque preciso ter mais tempo para meus dois filhos pequenos, poder descansar e ter um pouco de diversão. E defendo o SUS, porque sem ele não temos acesso à saúde. Meu genro precisou fazer uma operação que custava R$ 40 mil. E pelo SUS fez de graça. Faço campanha também contra os bolsonaristas. Lá no condomínio me humilham o tempo todo, pela minha condição de porteiro e por causa da minha religião de matriz africana”, explicou Matheus.
A terça feira de 13 de outubro teve um significado muito forte para a campanha de Lula, afinal 13 é o seu número. Para marcar esse dia e as mobilizações crescentes para o segundo turno diversos atos aconteceram pelas cidades do país.





